PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Recorrentes

Estou numa estrada. Numa via muito larga, lá ao fundo, depois de um capinzal, há os contornos de uma galpão, ou depósito antigo, ou qualquer coisa assim. Vários ônibus de cor vermelha, ou alaranjada, parados em fila dupla, no acostamento. Parece que não sei bem onde estou, que sei apenas que preciso ir embora, já é tarde, não sei direito como. Um motora de camisa cor de rosa aponta para uma outra estradinha, escura e ladeada por árvores sinistras, parece que diz, depois daquela estradinha encontrarei uma estação de trem, de metrô, algo assim. Não sinto exatamente medo, vou para lá, percebendo logo que, além de muito pouco iluminada, a estradinha é mais comprida do que imaginava. Espero encontrar uma plataforma de metrô moderna, mas quando chego ao fim da estrada, vejo o que parece uma antiga estação de trem, daquelas que há no interior do estado, antiga e aparentemente fechada, um poste de luz aceso, apenas e uns trilhos cobertos por mato, como se estivessem abandonados.
Antes, ainda: estou chegando numa estação rodoviária. Parece a de Porto Alegre, até, só talvez um pouco menor. Novamente é noite, a estação parece quase vazia, apenas um mendigo deitado sobre papelões, que me cumprimenta, um casal de velhinhos num outro box, umas pessoas que não consigo distinguir muito bem, pois estão mais longe. Parece que vejo uma menininha correndo lá adiante, mas não tenho bem certeza. É noite, é tarde, estou procurando, parece, um lugar para lanchar, mas não tem, está tudo fechado. Estou com uma mala, estou esperando o ônibus, pra onde, não sei, só sei que vou viajar. Pra algum lugar, qualquer lugar, enfim, pouco importa.
Sim, são sonhos e o sonho, por si só, é uma viagem. Parecem ser recorrentes, os cenários eram diferentes, mas o motivo era o mesmo, a viagem. A viagem da vida? O desejo de viajar, partir, pra qualquer lugar, apenas mudar de ares? Estarei prestes a viajar, ir para algum destino que ainda ignoro? Será a grande viagem se aproximando? Bem, não é o que se espera, mas não descartamos possibilidades. Vai que...
Bem, nos sonhos, a alma cigana se manifesta de alguma forma.

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