Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Viajando na Batatinha
Eu gosto de viajar. Sim, às vezes gosto de levantar num horário que usualmente não levanto, num fim de semana, pra arrumar uma malinha com meia dúzia de roupas e ir até a(ao) rodoviária/aeroporto/porto pra me espremer num assento onde mal cabem minhas pernas e rodar/voar/navegar por horas até meu local de destino. Não é todo dia, então...
Lógico que não existe só essa forma de viajar, existem muitas. Pela internet, via Google Earth, como já falei no post anterior, viajo pelo mundo todo, já fui a Machu Picchu, lá na altura dos Andes peruanos; já fui até o Rio de Janeiro, Hong Kong, Sidney – Austrália, Nova York, Parintins... e por aí vai!
Mas de longe, a melhor viagem é na maionese, ou na batatinha, como preferem alguns. Você não tem que pegar ônibus, nem táxi, nem avião, nem moto-táxi, nem balsa, nem barco, não precisa estar conectado na internet, via cabo, bluetooth, wi-fi, ou o que quer que seja. O seu veículo é você mesmo(a), ou melhor dizendo, a sua mente! Basta pensar num lugar, num momento e você viaja automaticamente pra lá. Muito legal! Sei lá, eu acho...
Eu mesmo viajo bastante, às vezes por um vidrão de maionese, outras vezes num mar de batatinhas. Ontem, mais um daqueles curiosos bugs que ocorrem no twitter apareceu, agora as mensagens e atualizações, minhas e de outros usuários da timeline vinham com um ligeiro atraso, de 5 a 10 minutos. Começaram a pipocar piadas comparando o bug a viagens no tempo, como no filme De Volta para o Futuro, ou na série televisiva Lost. Num momento, quando a timeline começava a voltar ao – que pelo menos deveria ser – normal, alguém perguntou: “quantas dimensões devem existir?”
Ao ler essa aparentemente simples pergunta, mais retórica do que efetivamente buscando alguma resposta, minha mente já viajou. Quantas dimensões podem existir? Viajei para cada uma delas, e concluí que bem mais do que poderia sequer imaginar. Porque não duvido que existam, correndo paralelamente, várias dimensões, inclusive várias versões de nós mesmos! O passado é o que passou, o que foi, mas também é o que poderia ter sido, o que não foi, o que não devia ter sido, o que quase foi, o que quase não foi... O presente é o agora, mas mesmo o presente tem muitas variáveis, tem o que é, o que não é, o que quase é, etc.
E o futuro é imprevisível, justamente pelo mesmo motivo. Mesmo que você consiga prever algo, não é o que VAI, mas sim o que PODE acontecer no futuro próximo. As variáveis e as dimensões do tempo também são quase infindáveis. Há o que pode vir a ser, o que não pode vir, o que talvez venha a ser, o que era preferível que não viesse a ser...
Em se levando em conta todas as possibilidades e admitindo que hajam, mesmo, tantas dimensões correndo paralelamente, dá pra dizer que todas as possibilidades são reais, o que aconteceu também é o que era e o que não era pra ter acontecido, todas as projeções para o futuro, a curto, médio e longo prazo, vão mesmo acontecer – não todas no mesmo tempo-espaço, na mesma dimensão. Algumas, talvez, se fundam e ocorram numa mesma dimensão, outras provavelmente criarão outros caminhos, outras linhas de tempo.
Mas enfim, podem existir milhões de presentes, isso é informação pra toda uma vida. O que pode vir a ser ainda depende, apenas e tão somente, do que fazemos no agora, o presente. Não do momento que poderia ser, ou que deveria ser. Seja lá qual for o momento presente que você esteja vivendo – sabe lá se não estamos em dimensões paralelas, se você não sou eu lendo o que eu acabei de postar neste blog – é nele e no que tem feito dele que se chegará ao futuro, principalmente aquele que pode, e você gostaria muito, se vier a ser.
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