PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Viagens


Eu viajo. Gosto de viajar e viajo menos do que gostaria. Penso até que em outra encarnação talvez tenha sido cigano, beduíno, ou de alguma outra etnia nômade! Quem sabe fui marinheiro, no tempo das grandes navegações, ou até mesmo um um caixeiro viajante. Acredito, sim, em reencarnação, mas não sei de nada, são só especulações, pra tentar explicar o fato de gostar de viajar. Falando nisso, espero não ter perdido o foco deste texto!
É, pode acontecer... quando se viaja muito e se gosta tanto de viajar. Muito embora eu diga e repita: viajo menos do que gostaria. Gostaria de ter disponibilidade financeira e física também, por que não dizer...? Desconfio que não agüentaria uma subida até Macchu Pichu, ou peregrinar pelo caminho de Santiago de Compostela... mas gostaria e muito! Ainda mais se a oportunidade surgisse.
Um parêntese: ela é linda e tem aquelas paranóias que mulher tem, nem sei pra quê... mas eu lhe adoro, mesmo assim! Talvez até por isso mesmo, vai saber...
Voltando ao assunto inicial, às vezes viajo sem sair do lugar, pensando que seria bom viajar mundo afora, ou mesmo Brasil a dentro – sim, isso incluindo o Uruguai, mas é coisa minha e como diz o perfil fake de Nair Bello no twitter.com... não quero falar sobre isso! Gostaria de amanhã mesmo sair porta afora, ir ao aeroporto, rodoviária, porto, estação, sei lá... e pegar um transporte qualquer, pra qualquer lugar! Sair sem rumo, decidir o itinerário da viagem na hora! Que nem a gente vê nos filmes.
Freqüentemente me lembro daquele filme, Jumper, sobre o rapaz que podia se teletransportar para qualquer lugar que quisesse, com um só pensamento, “saltar” (to jump, em inglês) para dentro ou para fora de algum prédio, se escapar, ou apenas fazer uma viagem através do mundo. Não é fascinante!? Nos X-Men – nas HQs, não fui conhecer eles nos filmes, ou animações, como muita gente aí – o meu personagem preferido, por um bom tempo, foi o russo de aço, Colossus. Depois é que passei a gostar mais de outros, como Wolverine, o Fera, Tempestade... mas acho até lógico considerar o poder mais bacana o de Noturno, que pode se teleportar a qualquer lugar, com o único incoveniente de deixar um rastro de enxofre atrás de si. Ora, o teleporte seria a forma mais fácil de se ir do ponto A para o ponto B, apenas evitando algumas contingências e inconveniências de qualquer viagem... sem falar que seria o jeito mais rápido e barato! Praticamente de grátis!
Há várias formas de se viajar, sabidamente. Eu já viajei muito pelo Google Earth. Hoje, não tenho viajado tanto por lá. Já viajei praticamente o mundo todo... e todas as capitais brasileiras, mais algumas cidades famosas. Por ali, voltei diversas vezes a Manaus, o que só me fez ter mais vontade de voltar de verdade, não apenas virtualmente, por fotos de satélite. Este ano, espero, é o que farei! Por ali também viajei por Rio de Janeiro, São Paulo, Floripa, Salvador, Rio Branco... Hong Kong, Nova York, Tókio, Londres, Paris, Roma, Amsterdã, Budapeste, Jerusalém... por ali é que reforcei a idéia de que certos lugares não me parecem tão interessantes de se conhecer... Los Angeles, São Paulo, a Índia, por exemplo. Alguns, como Nova York, deixaram a minha lista de cidades e lugares altamente recomendáveis pra se conhecer. Alguns outros entraram para essa mesma lista, como Curitiba, no Paraná, Aparecida do Norte – não só pela basílica – Macapá, no Amapá... até o Rio me pareceu interessante... não entraria na minha lista de altas prioridades para se conhecer, mas é interessante! Via Google Earth vi como está, hoje, Florianópolis. A última vez que fui lá foi no verão de 1992/1993, ou seja, faz muito tempo mesmo que não vou lá. Gostaria de, um dia, quem sabe... essa viagem nem é tão difícil assim de se fazer, uma hora dessas aproveito essas promoções que as companhias aéreas fazem o tempo todo e vou lá passar uma semaninha, ou encaro umas 12 horas de estrada num ônibus mesmo! Não me aperto com isso, não! Mas enfim... às vezes acho lamentável não ter tantas condições – materiais, principalmente – de fazer essas viagens todas que gostaria de fazer.
Mas, viajo muito no pensamento. Às vezes o Google Earth ajuda, pra rever um lugar que eu conhecia, mas não lembrava exatamente. Só que nem sempre é possível! Às vezes a viagem é por lugares que o satélite não consegue chegar ainda, são mais fáceis de se encontrar seguindo o coração, pois fazem parte do mapa afetivo, das memórias do que vivemos, dos momentos em que passamos por lá. Ruas por onde andava, aquele churrasquinho de gato encrustado naquela esquina, que só você se lembra que havia por lá, os ônibus que pegava, as casas e os amigos que freqüentava... por vezes viajo no tempo e revejo lugares que nem existem mais – como o conhecemos, ou que foram demolidos e, portanto, não existem mais, de fato – amigos que não encontro desde a época do antigo 1º grau, que você talvez tenha conhecido como colegial, ou o conheça pelo nome de agora, ensino fundamental... também viajo por outros lugares que não são aqui, por outros mundos! Quando imagino situações, pequenos romances platônicos, ou não, que às vezes não se realizam, ou se realizam só em parte. Viajo para outras histórias, com outras pessoas que só conheci dentro da minha própria cabeça, apenas existem num determinado momento, são personagens de romances, de novelas, até de filmes imaginários, que escrevo e reescrevo nos meus pensamentos... e que ainda pretendo colocá-los no papel, algum dia!
Talvez eu me transporte para outros universos, reais, ou imaginários, não sei, não tenho bem certeza... talvez até sem perceber eu o faça, algumas vezes! Como saber se não há alguém por aí, viajando nos próprios pensamentos, imaginando que estou eu aqui, caneta na mão, escrevendo neste caderno, neste exato momento? Olhaí, eu de novo devaneando... eu falei que gosto de viajar, não falei!? Imaginar situações, encontros, reencontros, desencontros... momentos fortuitos, onde o que imagino, o que quero, realmente aconteça... basta ser parecido com o que projetei, como este texto, que não é exatamente igual ao que projetara quando comecei a colocá-lo no papel, e que talvez fique um pouco mais diferente, ainda assim semelhante à idéia original, quando for postado no blog. Viajo muito na música, ou na letra que estou escutando; viajo quando escrevo; viajo por um Brasil diferente deste, quando penso em como gostaria que este fosse, ou quando o imagino, parecido, mas não igual, ou totalmente diferente, existindo em outros mundos, em universos paralelos, talvez... será que já não fui lá? Pode ser que não seja apenas algo criado na minha mente, da minha imaginação? É loucura, mas às vezes, creio que sim... creio que, por vezes, viajamos também nos nossos sonhos. Nosso corpo repousa, enquanto isso, nossa mente, verdadeiramente liberta, viaja por outras dimensões, outros planos, outros níveis, outros mundos, com cidades que, neste planeta, não encontramos nada sequer parecido! Já aconteceu com você?! Não?? Bom, comigo aconteceu, algumas vezes. Por vezes me lembro desses lugares, até desejo voltar novamente... mas nunca consigo. É, como se fosse meu “reino de Nárnia” pessoal. Mas viajo por novos lugares, conheço novas pessoas... ou apenas imagino novas personagens, sei lá!
É, do ponto de vista da viagem, como estamos habituados a pensá-la, de comprar a passagem, arrumar as malas, ajeitar tudo antes de partir, nos despedirmos do pessoal, às vezes avisar os parentes que estão nos esperando, ir a outros lugares, conhecer novas pessoas, novas culturas, novas cidades, ou apenas tirar fotos, fazer vídeos e comprar suvenires, enfim... nesse sentido, até que viajo bem pouco, mesmo! Em compensação, com a minha mente – como você pode perceber – eu viajo muito, viajo longe, quase me perco por aí! E levo companhia, se você quiser, posso te levar, nas minhas próximas viagens mentais, ou astrais... bora lá??

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