Eu
viajo. Gosto de viajar e viajo menos do que gostaria. Penso até
que em outra encarnação talvez tenha sido cigano,
beduíno, ou de alguma outra etnia nômade! Quem sabe fui
marinheiro, no tempo das grandes navegações, ou até
mesmo um um caixeiro viajante. Acredito, sim, em reencarnação,
mas não sei de nada, são só especulações,
pra tentar explicar o fato de gostar de viajar. Falando nisso, espero
não ter perdido o foco deste texto!
É,
pode acontecer... quando se viaja muito e se gosta tanto de viajar.
Muito embora eu diga e repita: viajo menos do que gostaria. Gostaria
de ter disponibilidade financeira e física também, por
que não dizer...? Desconfio que não agüentaria uma
subida até Macchu Pichu, ou peregrinar pelo caminho de
Santiago de Compostela... mas gostaria e muito! Ainda mais se a
oportunidade surgisse.
Um
parêntese: ela é linda e tem aquelas paranóias
que mulher tem, nem sei pra quê... mas eu lhe adoro, mesmo
assim! Talvez até por isso mesmo, vai saber...
Voltando
ao assunto inicial, às vezes viajo sem sair do lugar, pensando
que seria bom viajar mundo afora, ou mesmo Brasil a dentro – sim,
isso incluindo o Uruguai, mas é coisa minha e como diz o
perfil fake de Nair Bello no twitter.com... não quero falar
sobre isso! Gostaria de amanhã mesmo sair porta afora, ir ao
aeroporto, rodoviária, porto, estação, sei lá...
e pegar um transporte qualquer, pra qualquer lugar! Sair sem rumo,
decidir o itinerário da viagem na hora! Que nem a gente vê
nos filmes.
Freqüentemente
me lembro daquele filme, Jumper, sobre o rapaz que podia se
teletransportar para qualquer lugar que quisesse, com um só
pensamento, “saltar” (to jump, em inglês) para dentro ou
para fora de algum prédio, se escapar, ou apenas fazer uma
viagem através do mundo. Não é fascinante!? Nos
X-Men – nas HQs, não fui conhecer eles nos filmes, ou
animações, como muita gente aí – o meu
personagem preferido, por um bom tempo, foi o russo de aço,
Colossus. Depois é que passei a gostar mais de outros, como
Wolverine, o Fera, Tempestade... mas acho até lógico
considerar o poder mais bacana o de Noturno, que pode se teleportar a
qualquer lugar, com o único incoveniente de deixar um rastro
de enxofre atrás de si. Ora, o teleporte seria a forma mais
fácil de se ir do ponto A para o ponto B, apenas evitando
algumas contingências e inconveniências de qualquer
viagem... sem falar que seria o jeito mais rápido e barato!
Praticamente de grátis!
Há
várias formas de se viajar, sabidamente. Eu já viajei
muito pelo Google Earth. Hoje, não tenho viajado tanto por lá.
Já viajei praticamente o mundo todo... e todas as capitais
brasileiras, mais algumas cidades famosas. Por ali, voltei diversas
vezes a Manaus, o que só me fez ter mais vontade de voltar de
verdade, não apenas virtualmente, por fotos de satélite.
Este ano, espero, é o que farei! Por ali também viajei
por Rio de Janeiro, São Paulo, Floripa, Salvador, Rio
Branco... Hong Kong, Nova York, Tókio, Londres, Paris, Roma,
Amsterdã, Budapeste, Jerusalém... por ali é que
reforcei a idéia de que certos lugares não me parecem
tão interessantes de se conhecer... Los Angeles, São
Paulo, a Índia, por exemplo. Alguns, como Nova York, deixaram
a minha lista de cidades e lugares altamente recomendáveis pra
se conhecer. Alguns outros entraram para essa mesma lista, como
Curitiba, no Paraná, Aparecida do Norte – não só
pela basílica – Macapá, no Amapá... até
o Rio me pareceu interessante... não entraria na minha lista
de altas prioridades para se conhecer, mas é interessante! Via
Google Earth vi como está, hoje, Florianópolis. A
última vez que fui lá foi no verão de 1992/1993,
ou seja, faz muito tempo mesmo que não vou lá. Gostaria
de, um dia, quem sabe... essa viagem nem é tão difícil
assim de se fazer, uma hora dessas aproveito essas promoções
que as companhias aéreas fazem o tempo todo e vou lá
passar uma semaninha, ou encaro umas 12 horas de estrada num ônibus
mesmo! Não me aperto com isso, não! Mas enfim... às
vezes acho lamentável não ter tantas condições
– materiais, principalmente – de fazer essas viagens todas que
gostaria de fazer.
Mas,
viajo muito no pensamento. Às vezes o Google Earth ajuda, pra
rever um lugar que eu conhecia, mas não lembrava exatamente.
Só que nem sempre é possível! Às vezes a
viagem é por lugares que o satélite não consegue
chegar ainda, são mais fáceis de se encontrar seguindo
o coração, pois fazem parte do mapa afetivo, das
memórias do que vivemos, dos momentos em que passamos por lá.
Ruas por onde andava, aquele churrasquinho de gato encrustado naquela
esquina, que só você se lembra que havia por lá,
os ônibus que pegava, as casas e os amigos que freqüentava...
por vezes viajo no tempo e revejo lugares que nem existem mais –
como o conhecemos, ou que foram demolidos e, portanto, não
existem mais, de fato – amigos que não encontro desde a
época do antigo 1º grau, que você talvez tenha
conhecido como colegial, ou o conheça pelo nome de agora,
ensino fundamental... também viajo por outros lugares que não
são aqui, por outros mundos! Quando imagino situações,
pequenos romances platônicos, ou não, que às
vezes não se realizam, ou se realizam só em parte.
Viajo para outras histórias, com outras pessoas que só
conheci dentro da minha própria cabeça, apenas existem
num determinado momento, são personagens de romances, de
novelas, até de filmes imaginários, que escrevo e
reescrevo nos meus pensamentos... e que ainda pretendo colocá-los
no papel, algum dia!
Talvez
eu me transporte para outros universos, reais, ou imaginários,
não sei, não tenho bem certeza... talvez até sem
perceber eu o faça, algumas vezes! Como saber se não há
alguém por aí, viajando nos próprios
pensamentos, imaginando que estou eu aqui, caneta na mão,
escrevendo neste caderno, neste exato momento? Olhaí, eu de
novo devaneando... eu falei que gosto de viajar, não falei!?
Imaginar situações, encontros, reencontros,
desencontros... momentos fortuitos, onde o que imagino, o que quero,
realmente aconteça... basta ser parecido com o que projetei,
como este texto, que não é exatamente igual ao que
projetara quando comecei a colocá-lo no papel, e que talvez
fique um pouco mais diferente, ainda assim semelhante à idéia
original, quando for postado no blog. Viajo muito na música,
ou na letra que estou escutando; viajo quando escrevo; viajo por um
Brasil diferente deste, quando penso em como gostaria que este fosse,
ou quando o imagino, parecido, mas não igual, ou totalmente
diferente, existindo em outros mundos, em universos paralelos,
talvez... será que já não fui lá? Pode
ser que não seja apenas algo criado na minha mente, da minha
imaginação? É loucura, mas às vezes,
creio que sim... creio que, por vezes, viajamos também nos
nossos sonhos. Nosso corpo repousa, enquanto isso, nossa mente,
verdadeiramente liberta, viaja por outras dimensões, outros
planos, outros níveis, outros mundos, com cidades que, neste
planeta, não encontramos nada sequer parecido! Já
aconteceu com você?! Não?? Bom, comigo aconteceu,
algumas vezes. Por vezes me lembro desses lugares, até desejo
voltar novamente... mas nunca consigo. É, como se fosse meu
“reino de Nárnia” pessoal. Mas viajo por novos lugares,
conheço novas pessoas... ou apenas imagino novas personagens,
sei lá!
É,
do ponto de vista da viagem, como estamos habituados a pensá-la,
de comprar a passagem, arrumar as malas, ajeitar tudo antes de
partir, nos despedirmos do pessoal, às vezes avisar os
parentes que estão nos esperando, ir a outros lugares,
conhecer novas pessoas, novas culturas, novas cidades, ou apenas
tirar fotos, fazer vídeos e comprar suvenires, enfim... nesse
sentido, até que viajo bem pouco, mesmo! Em compensação,
com a minha mente – como você pode perceber – eu viajo
muito, viajo longe, quase me perco por aí! E levo companhia,
se você quiser, posso te levar, nas minhas próximas
viagens mentais, ou astrais... bora lá??



Bora.
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