Deus,
como ela é linda! E como adoro ficar apenas admirando-a,
adorando-a, em seu pequeno avatar, nas fotos de seu perfil nos sites
de relacionamento... você sabe os nomes, talvez de mais sites
do que os que já conheço. Pois na internet a gente
interage, através desses sites, de vez em quando, só
que... enfim. Só posso olhá-la por suas fotos, admirar
sua grande beleza, sua perfeição... seu doce olhar, sua
boca, seu nariz, seus cabelos longos... seus braços, suas
pernas, seu corpo, suas roupas... é, sim, ela é linda e
se veste muito bem! Ao menos é o que as fotos mostram.
Nossa,
eu adoro ficar um bom tempo só olhando suas fotos, adorando-a,
admirando o seu sorriso, seus olhos castanhos... só lhe
admirando, mesmo. Diferentemente de outros amores platônicos
que tive, não tenho imaginado encontrar-nos, não tenho
idealizado nada de romântico e perfeito. É difícil
projetar isso. Na verdade, nem consigo pensar em muita coisa, quando
vejo sua foto, quando a vejo, digamos assim. Então, como
imaginar, idealizar um encontro romântico e perfeito, quando
sei que o encontro mais provável é aquele em que eu
fique paralisado, estaqueado, suando frio, na testa e nas mãos,
com borboletas dançando maracatu no meu estômago, sem
conseguir dizer-lhe palavra, ou talvez, com um esforço
hercúleo, o máximo que consiga seja lhe dizer um “oi”
estrangulado, e só! Ainda mais que aumentarão
consideravelmente as chances de eu vê-la passando pela rua,
logo mais, daqui há poucos meses. Difícil imaginar...
projeções românticas, coisa e tal... é
curioso, sou perdidamente apaixonado por ela, com as paixões
platônicas anteriores era relativamente fácil criar
ambientes e projeções ideais, mas ela me hipnotiza de
tal forma que... não consigo!
Pensar
nela, à noite, é temer ser reconhecido por ela, por
exemplo... e outras coisas, frutos da minha baixa auto-estima e
insegurança – que até hoje já se mostrou,
diversas vezes, bem fundamentada. É lembrar do seu sorriso, do
seu olhar, que me hipnotizam e enfeitiçam, toda vez! E algumas
vezes, ao lembrar seu rosto, seu olhar, me emocionar quase às
lágrimas. Basta, às vezes, ela interagir só um
pouco, ou apenas aparecer, que também me emociono indo quase
às lágrimas. Pode ser ridículo – e na verdade,
é mesmo – mas enfim, é assim que me sinto, em relação
a ela. Meu coração bate mais forte sempre, toda vez que
a vejo. Já disse aqui, o quanto isso parece estranho, até
mesmo para mim?!
Quanto
à possibilidade de nos vermos, ou o mais provável, eu a
ver, em alguma de minhas voltas pelo Centro, imagine você, essa
está perigosamente próxima. Até que enfim, terei
uma coisa que não tenho há muito, muito tempo: férias!
Um mês inteirinho, acredita?! E nessas férias, vou fazer
a viagem que tenho adiado “até as coisas se ajeitarem” já
há quase quatro anos. Ok, uns três anos e meio! Porque
as coisas, enfim, não estão ainda bem azeitadas, mas
estou trabalhando pra isso, e para planos mais elaborados. De
qualquer forma, é uma viagem que não podia mais ser
adiada. Tenho estado sem dormir direito, ultimamente, ansioso para
que a tão esperada viagem chegue logo. A angústia
começou a me sufocar, decidi que tentar esperar até o
final do ano não seria uma boa idéia, já não
sou muito normal, mas sinto que poderia estar enlouquecendo de forma
irreversível. Então, decidi não adiar mais muita
coisa, este ano. É, já estava sentindo-me como se
estivesse adiando minha própria vida. Precisava ser mais
agressivo nas minhas resoluções.
Quanto
a declarar minha paixão, perdoe-me, minha musa inspiradora,
ainda não será desta vez. Aos curiosos, resta imaginar
quem é ela. E quanto ao local da minha viagem... bem, se não
sabe, só saberá quando eu já tiver partido!
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