Cada
dia que passa me sinto mais apaixonado por minha musa inspiradora! A cada
momento, a cada conversa que temos, sinto-me mais atraído para sua órbita. Cada
vez mais apaixonado pela pessoa que ela é. Penso demais nela, sorrio, às vezes
entre lágrimas emotivas, lembrando algum gesto seu, algo que fora dito, alguma
brincadeira que a fez rir... fecho os olhos, para vê-la nos mínimos detalhes;
seu rosto, seus cabelos, olhos, boca, nariz, mãos, pés, enfim... para ouvir sua
voz, seu jeito, seus gestos... penso em cada conversa, em cada palavra dita... romantizo,
imagino coisas até meio adolescentes, imagens de um “mundo perfeito” – bom, talvez,
para mim – mas que não ouso falar abertamente sobre. Cada dia que passa tenho
mais certeza – ou “certeza”, talvez – de que já a amo, sinto uma certa frustração
por não fazer mais por ela, penso até coisas que já pensei antes, em outros
momentos, que a tendo, estando a seu lado, poderia ser feliz...
Um
pequeno parêntese: segunda-feira fui ao centro da cidade, passei o dia por lá,
tive uma entrevista de emprego, depois disso fui à Federação Espírita, também lá
no Centro. Ouvir uma palestra, receber passe, orar para que certas aflições
sejam resolvidas, para agradecer as oportunidades que andaram se desenhando,
agradecer por ela, por tê-la conhecido... enfim, por aí vai! Pois o palestrante
discorreu sobre a felicidade, sobre o que buscamos em nome dessa tal, sobre o
ter e o ser – referia-se a que o ser humano ainda busca a felicidade nas
coisas, na posse, de objetos e de pessoas, etc. Gostei da palestra. Geraldo,
parece que era esse o nome do palestrante. Irmão Geraldo. O que ele disse me
fez refletir. Pois é, não é...? Por muito tempo pensei em ter alguém, que minha
felicidade dependia completamente dessa pessoa, ou melhor, de tê-la, mesmo! Queria
com essa pessoa formar uma família, todas aquelas convenções sociais e românticas,
tipo envelhecer juntinhos, etc. Queria ter e pertencer a alguém, pensava que a
felicidade seria assim.
Aí,
após a palestra de segunda-feira, eu me perguntei: se a amo mesmo... se tenho
por ela sentimento tão sublime... por que quero tê-la?! Pra que prendê-la, maneá-la,
de certa forma tirar-lhe a liberdade?! Ser dela também... ok... mas por que ter
alguém? Tê-la a meu lado, exatamente como imaginava, me faria feliz mesmo?! E
ela? Ela seria feliz, comigo?! Quando a gente romantiza e idealiza, não pensa
muito no que deixaria o outro feliz, acho eu. Não me sentiria bem tendo uma
pessoa... tendo minha musa e sabendo-a não muito feliz. É um tanto romântico
demais querer TER essa pessoa e viver com ela apenas momentos felizes. E muito
imbecil querer mantê-la sempre consigo, protegida dos problemas. É. Pois é...
tudo isso veio a minha mente, pensando no que falou Geraldo, o palestrante, na
segunda-feira, na Federação Espírita.
Achei
interessante a abordagem dele. Pelo que pude depreender, somos ainda
escravizados pela ilusão de que, para sermos felizes, precisamos tão somente do
que o mundo material pode nos proporcionar, que precisamos ter objetos, ter a
fama e o sucesso, ter o poder, ter alguém.
Gostaria
de ter já sublimado todas essas coisas. Gostaria de não sentir ciúmes, pois
ainda sinto isso, pois se algum dia vê-la com alguém, sei que ficarei
enciumado. Bobagem, eu sei! Não vou mentir que tê-la e ser tido, como imaginei
diversas vezes, não pareça mais atraente. Só que ser também é bastante
interessante. SER em vez de TER. Gosto muito do que somos hoje. Não do que sou,
exatamente, desse eu, queria gostar um pouco mais... não sei exatamente o que
sou para ela... se ainda sou uma companhia agradável, gosto muito de sê-lo! Assim
como adoro ser seu admirador! Ela é minha musa, e já é alguém muito importante,
com quem gosto de compartilhar minhas opiniões, meus ideais, etc. Gosto muito
disso. Espero mesmo sermos, um para o outro, sermos juntos... eu gostaria
muito! Sermos nós mesmos, e acho que não se consegue isso, tendo e pertencendo
a alguém... sei que ainda não a conheço tão bem, mas já gosto muito de quem ela
é. Como disse, estou bastante apaixonado por ela, por quem é.
Quanto
a sermos juntos, bem, não vou procurar alimentar falsas esperanças. Acho que é
meio óbvio o que gostaria que fôssemos juntos. Enfim, seja como for, quero que
sejamos por um bom tempo. Sejamos um casal, ou uma dupla; sejamos amigos,
namorados, companheiros – bem, acho que isso todos somos, companheiros de
jornada – quase irmãos... o que importa é que sejamos! É o que desejo. E mais
importante, que sejamos felizes!

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