PESCANDO NO BODOSAL

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Controlada

Ela é a moça que sonha
O tempo não lhe escorregar
Seus segredos
Não vem a tona
Porque hão de se preservar
Como pode assim um coração
A sete chaves se trancar
Pode esconder a emoção
Com tanta ternura no olhar
É só lembrar pra ver
É, parece que ela tem na ponta dos dedos
O caminho que trilhar
Parece sofrer com a espera de tudo que sonhar
Mas é seu jeito de levar
Qualquer coisa que lhe destoa
É pouca para lhe faltar
Sabe a hora de rir à toa
E também a hora de chorar
Ela pode ter um novo amor
Para em mil pedaços revirar
Peca na incerteza da paixão
Mas num passo sabe contornar
É só lembrar pra ver
É, parece que ela sente as cores do vento
O destino que traçar
Parece temer a força que vem de dentro
Encantar, pra nunca mais deixar
Pra sempre me levar
A Sete Chaves”, Maglore
Ela se fecha, tímida, dentro de uma armadura. Eu sei, eu tentei fazê-la baixar a guarda, tentei atravessar suas defesas. Estava encantado por ela, sentia-me atraído pelo que havia apenas vislumbrado da sua real beleza, do seu ser, através de seus escudos. Quis convencê-la, quis abrir meus portos a essa nação amiga. Sequer arranhei a pintura da sua armadura reluzente.
Ela defende-se, diz que tem medo de se machucar, que não consegue deixar ninguém entrar no seu universo particular. Diz que talvez tenha medo de amar, de se apaixonar. Sei lá... penso que talvez ela esteja se fechando para não libertar a fera, com medo de não agradar, com receio de machucar, quem tenta dela se aproximar.
Sua alegria é comedida, seu riso é baixo e tímido. Ela se mostra em pequenas partes, só por alguns segundos, se você for rápido, conseguirá vê-la, ou pelo menos percebê-la se revelar. Quando ela escreve é que consegue se mostrar mais... mas não muito! Seus humores, suas emoções são bem guardadas, para não ferir ninguém e não colocá-la em apuros. Ela quer se apaixonar, ela quer amar livremente. Eu quero que ela seja feliz, que encontre alguém por quem não sinta receios. Tem que destrancar os cadeados, retirar a armadura, soltar as feras, deixá-las sem vigias e ver no que vai dar.

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