Ela
é a moça que sonha
O
tempo não lhe escorregar
Seus
segredos
Não
vem a tona
Porque
hão de se preservar
Como
pode assim um coração
A
sete chaves se trancar
Pode
esconder a emoção
Com
tanta ternura no olhar
É
só lembrar pra ver
É,
parece que ela tem na ponta dos dedos
O
caminho que trilhar
Parece
sofrer com a espera de tudo que sonhar
Mas
é seu jeito de levar
Qualquer
coisa que lhe destoa
É
pouca para lhe faltar
Sabe
a hora de rir à toa
E
também a hora de chorar
Ela
pode ter um novo amor
Para
em mil pedaços revirar
Peca
na incerteza da paixão
Mas
num passo sabe contornar
É
só lembrar pra ver
É,
parece que ela sente as cores do vento
O
destino que traçar
Parece
temer a força que vem de dentro
Encantar,
pra nunca mais deixar
Pra
sempre me levar
“A
Sete Chaves”, Maglore
Ela
se fecha, tímida, dentro de uma armadura. Eu sei, eu tentei
fazê-la baixar a guarda, tentei atravessar suas defesas. Estava
encantado por ela, sentia-me atraído pelo que havia apenas
vislumbrado da sua real beleza, do seu ser, através de seus
escudos. Quis convencê-la, quis abrir meus portos a essa nação
amiga. Sequer arranhei a pintura da sua armadura reluzente.
Ela
defende-se, diz que tem medo de se machucar, que não consegue
deixar ninguém entrar no seu universo particular. Diz que
talvez tenha medo de amar, de se apaixonar. Sei lá... penso
que talvez ela esteja se fechando para não libertar a fera,
com medo de não agradar, com receio de machucar, quem tenta
dela se aproximar.
Sua
alegria é comedida, seu riso é baixo e tímido.
Ela se mostra em pequenas partes, só por alguns segundos, se
você for rápido, conseguirá vê-la, ou pelo
menos percebê-la se revelar. Quando ela escreve é que
consegue se mostrar mais... mas não muito! Seus humores, suas
emoções são bem guardadas, para não ferir
ninguém e não colocá-la em apuros. Ela quer se
apaixonar, ela quer amar livremente. Eu quero que ela seja feliz, que
encontre alguém por quem não sinta receios. Tem que
destrancar os cadeados, retirar a armadura, soltar as feras,
deixá-las sem vigias e ver no que vai dar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário