Mais
uma segunda-feira, uma segunda meio diferente, que vem antes e depois
de um sábado! O feriado estadual de Revolução
Farroupilha veio em boa hora, é mais ou menos como um sábado,
puxando o freio, em meio à semana corrida e altamente
estressante. Serve para recarregar as baterias, tomar um fôlego,
antes de um salto importante, de continuar a caminhada, antes de
voltar pra batalha.
Serve
para abrir as janelas do quarto, espanar a poeira e tirar as cobertas
para fora, para pegar sol, tirar os ácaros e evitar o mofo.
Serve para lembrar os tempos de infância, quando, nos dias sem
escola, acordava-se um pouco mais tarde e sentava-se na frente da tv,
com uma caneca de nescau e um pãozinho com manteiga, para
assistir aos desenhos, pela manhã.
Serve
para aproveitar e lavar algumas roupas, não deixar que elas se
acumulem e atrapalhem os planos para o sábado “de verdade”,
que pode ser, assim, mais proveitoso para o lazer. Serve para deixar
de lado as preocupações, a rotina e o trabalho, mesmo
que por apenas 24 horas! Serve para desintoxicar-se um pouco da
internet, das redes sociais. Serve para isolar-se um pouco do mundo,
ler todas notícias num jornal só e deixar de assistir
aos telejornais, que todos eles mentem, só que com uns, você
simpatiza, com outros, nem isso.
Serve
para jogar conversa fiada, ouvir um pouco de boa música, ler
um livro, ou escrever um, ou mais de um, ou começar a pensar
nisso, como um projeto de vida. Serve para dar uma cochilada, após
o almoço, e não ficar com aquela cara de sono, por boa
parte da tarde, como no escritório. No feriado pode-se
entregar ao ócio sem culpa, entregar-se à leseira baré
sem remorso algum. Deixar os pensamentos virem até você,
as ideias chegarem feito onda do mar batendo nos pés, com
calma e tranquilidade...
Pensar
num novo texto, em vários novos textos, imaginar, deixar a
criatividade livre, sem amarras; planejar as próximas férias,
sem preocupar-se se as terá e quando serão... pensar na
próxima viagem pra casa, planejar várias outras coisas,
delirar um pouco, sonhar, imaginar novos encontros e reencontros,
como gostaria, ou como espera que sejam.
O
único senão do feriado foi não postar uma música
no mural dela. Fez falta ver sua paixão platônica. Ela é
a luz dos seus olhos. Mas o feriado foi bom, a trouxe a sua memória
como uma saudade doce... e serviu para desafogar um pouco, para dar
um pouco de espaço. Deixar que a calma do dia a traga à
mente...
O
feriado serviu até para se jogar um clássico Ba-Vi –
e ser goleado, com o Vitória, no Winning Eleven, antes de
jantar, assistir a sua série favorita e ir dormir! E hoje, o
dia está se acabando, de novo, amanhã será
sábado, outra vez. Aproveite e entregue-se (um pouco mais) ao
ócio!


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