Ah,
quem dera... se de repente, num futuro retorno a Manaus, a primeira
(e eterna ex) namorada dissesse ter cansado de ficar pulando por
relacionamentos que se desgastam em semanas, ou meses, desejasse
mesmo ter uma relação mais duradoura... e, estando eu
por ali, dando sopa... enfim... sacumé!
Ah,
mas se em vez de me provocar e brincar comigo, e me usar, aquela
ex-colega de trabalho deixasse sua extensa lista de parceiros para
ter algo mais sério e verdadeiro comigo!? Ou pelo menos ter me
incluído nessa lista...
E
se aquela menininha – na atitude e não na idade –
acadêmica de direito, que conheci numa entrevista de emprego,
de repente dissesse que faço falta em sua vida, que até
começou a pensar em mim... de um jeito diferente!? Tipo, agora
resolvesse que havia sido um erro iludir-me e não me dar uma
chance...?!
Como
seria?? O que é que eu faria?! Me manteria fiel a uma paixão
que, eu sei, não me dá nenhuma esperança?!
Sucumbiria à solução mais fácil, a
tentação provocada pela extrema carência
afetiva?! Hoje eu não sei responder a essas questões...
sei apenas que sinto muita falta de um beijo... não
precisamente na boca, de língua, poderia ser no rosto, desde
que com carinho... um abraço, então!! Daqueles
apertados, demorados... faz, sim, muita falta... mais que o sexo. Uma
amiga, que anda afastada por conta de um vacilo feio, seu em relação
a mim, costumava dizer que carência afetiva de homem é a
tal da “seca”, em outras palavras... falta de sexo! Simples
assim! E eu costumo dizer que, se o problema todo fosse esse,
engoliria meu orgulho e pagaria para ter o prazer que estaria me
fazendo falta. Mas nada é tão fácil assim...
Em
julho deste ano, completaram “apenas” cinco anos – CINCO
ANOS!!! - em que não tenho nenhuma relação mais
ou menos estável com alguém... tipo namoro. Se for
contar paqueras, ficadas, rolos... dá mais ou menos isso
também. Se é muito tempo...? Sim, é bastante
tempo... é um tempo pra si mesmo que ninguém precisa!
Mas eu tô tendo esse tempinho pra mim, infelizmente... “Nossa!!
E como é que você ainda não surtou?!” Até
meus surtos são controlados... porque na verdade, eu surto por
conta desse pequeno problema uma pá de vezes... neste exato
momento, estou surtando.
Tenho
pra mim que isso é um pequeno karma pelo qual tenho de passar
nesta encarnação. Talvez eu devesse, mas não
consigo me resignar... é doloroso você ter a consciência
de que passará a vida privado de algo, porque, sei lá,
é algo que você tem em débito de outras
encarnações anteriores, ou é algo por que você
deve passar, para seu aprendizado... e você não pode
fazer nada a respeito e não consegue se resignar!
Por
conta desse meu pequeno karma, eu incrivelmente somente me apaixono
por quem não gosta de mim, pelo menos não da forma
“certa”... e não é que me apaixone fácil...
não, até o ano passado, tive somente duas paixões
verdadeiras... daquilo que considero como tal... de não
importar a distância, você ter olhos, pensamentos,
coração pra aquela pessoa, preocupar-se com ela, chegar
a sonhar com ela, vocês falarem-se hoje e, assim que se
separarem, ou desligar o telefone, desconectar o messenger, já
sentir a falta da outra pessoa... querê-la sempre ao seu lado e
tal... sim, pois é, eu sei que você entendeu!
Imagine
você, dizer “eu te amo” a uma pessoa e ela perguntar de
volta: “o quê, mas já...?!” Desconcertante, não
é?! Pois é, sinto falta de receber carinho, também
de dar, sinto falta de receber e demonstrar afeto, livremente, de me
declarar a uma pessoa sem ela querer assustar-se, sem causar-lhe
desconforto, sem que queira preservar-se de qualquer idéia, ou
imaginação mais romântica a meu respeito, e eu a
respeito dela. Por vezes, sinto-me culpado por ter certos
sentimentos, e sequer sonhar ter qualquer relação mais
íntima e pessoal, de afeto e companheirismo por determinada
pessoa.
Até
então, havia vivido duas verdadeiras paixões. Pois
hoje, vivo uma terceira... achei que, acontecesse o acontecesse, iria
ser o melhor. Por vezes, ela é a razão dos meus surtos.
Ainda mais que estamos novamente longes e distantes. Nos preservamos
mutuamente de certas coisas, de alguma forma, fiz, ou faço
parte de sua vida de maneira praticamente paralela, se houveram,
mesmo, cogitações da sua parte suas a meu respeito,
como cogito, ainda que estando novamente muito longe, não
tenho bem certeza, mas caso tenham havido, talvez tenhamos deixado de
lado, mesmo, fatores que poderiam tornar, mesmo os laços de
amizade, mais fortes, resistentes... sim, não haveriam
diferenças, a falta de um não seria mais sentida pelo
outro do que o inverso, as sensações seriam
absolutamente as mesmas – ou pelo menos, bastante parecidas. Impor
muitas regras e querer prever e adivinhar o desenrolar, a evolução
dessa relação também foram erros graves, nos
esquivamos demais um do outro, por conta disso. Foi burrice!
Deveríamos, caso ter cogitado as possibilidades, não
apresentá-las teoricamente, se um de nós não
pretendia levar essas cogitações ao campo da relação,
propriamente dita, nada deveria ter sido dito. Ou simplesmente,
cogitando, ou não, ter-nos deixado levar para onde o coração
nos empurrasse... fosse para o que fosse!
Penso
que gostaria de ter tido mais liberdade para me expressar,
demonstrar, sem receios, meus sentimentos, dar-lhes o devido nome,
não deixar de usar determinadas palavras, por medo de
chateá-la, espantá-la, incomodá-la,
desconcertá-la, ou qualquer coisa assim... penso que talvez
venham a dizer-me o que já fora dito antes, sobre, mas queria
poder demonstrar mais abertamente meu afeto, meu carinho, sem ter de
olhar para os lados, para não causar nenhum constrangimento.
Há tempos espero por um abraço demorado, por um longo
beijo... românticos, apaixonados, ou fraternos, realmente,
tanto faz. Ter aquela cabecinha pousada em meu ombro, ter uma maior
receptividade a esses carinhos e demonstrações de...
amor! E afeto... obter o justo reconhecimento e a correspondência,
mesmo que em parte, da pessoa certa, neste momento – porque não
há distração que despenda tanto de minhas
lembranças, preocupações, saudades, ultimamente
– sei que não passa de uma utopia.
O
que não era pra ser, para nenhum de nós, uma utopia,
ter estreitado mais os laços, fazermos, efetivamente, parte do
círculo de relações afetivas um do outro, pelos
mais diversos motivos alegados, até mesmo o “não se
sabe o dia de amanhã”, também foi incluído na
tal utopia, num ideal “inalcançável”. E nunca foi.
Enfim... se é pra tirarmos algum aprendizado disso... pois que
se viva esse karma, então.


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