Observando
minha sobrinha cantar e dançar músicas que aprendeu na
escolinha, percebi que hoje em dia parece haver muito mais canções
feitas para a molecada do que nos meus tempos de infância. Se
isso é positivo, ou negativo, não sei dizer, mas enfim.
Haviam, sim, grupos musicais, cantoras/apresentadoras de programas
infantis, etc. Fui bacuri no tempo em que começaram a espocar
os programas matutinos infantis, apresentados por loiras de xuquinhas
nos cabelos e shortinhos minúsculos, a começar pela
Xuxa, que ainda não era a “rainha dos baixinhos”. De
qualquer forma, Balão Mágico, Trem da Alegria, ou a
própria Xuxa, não fizeram músicas que tenham
marcado minha infância de um modo particular.
Com
quatro, ou cinco anos já tinha visto pelo menos umas 20 vezes
a “The Song Remains the Same”, um filme, que era o registro
documentário de uma turnê do Led Zeppelin em Nova York,
acho que em meados dos anos 70. Voltei a rever esse filme faz uns 5
anos, e foi como se retrocedesse uns 20 anos no tempo, na época
da minha infância. “Black Dog”, “Celebration Days”,
“Stairway to Heaven”, “Moby Dick”, dentre outras canções,
foi o que marcou minha infância, minha memória musical
daqueles tempos.
Não
cheguei a sentir falta de músicas “pra minha idade”.
Escutava e curtia o que meus irmãos mais velhos escutavam,
tipo Beatles, Stones, Led Zeppelin, The Clash, Ramones, Yes, The Who,
Sex Pistols, Frank Zappa... as nascentes bandas de rock brasileiras;
Titãs, Paralamas, Legião, Engenheiros, Kid Abelha e por
aí vai! Meus primeiros anos de escola foram marcados por
canções como “Estado Violência”, dos Titãs,
“Infinita Highway”, dos Engenheiros do Hawaii e “Proteção”,
da Plebe Rude.
Ainda
me remetem à infância essas músicas. Quando
moleque, batucava nas panelas, paredes, etc, tentando imitar o solo
de John “Bonzo” Bonham, no tal filme já referido acima. Às
vezes, tentava cantar num embromation terrível e alcançar
os agudos do vocalista do grupo Rush, Geddy Lee. “Tom Sawyer”, um
dos maiores sucessos da banda, até hoje me remete aos fins de
tarde de domingo, quando sentava no chão, em frente à
tv, pra assistir McGyver, o “Profissão Perigo”, antes dos
Trapalhões e do Fantástico – que naqueles tempos
ainda fazia jus ao nome. Por um tempo eu toquei “guitarra” nas
vassouras e rodos de casa, tentando imitar Jimi Hendrix. Algumas
vezes até fingia tocar fogo no instrumento, como ele! Ah...
bons tempos, aqueles!

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