Uma
segunda-feira como outra qualquer...(?!) amanhecer sonolento,
preguiçoso, mal-dormido, querendo ficar um pouco mais na cama.
Sim, quase todas as segundas são assim, mas você já
está acostumado, logo pega o pique, cai na real, que o fim de
semana terminou e mais uma semana útil está começando,
toma um gole de café e já está tudo bem.
Mas
nem toda segunda é assim. Há dias em que parece que,
não importa o quanto você durma, nunca é o
suficiente. Esta segunda é um desses dias... você sai de
casa quase como um zumbi, passa por uma rua sob um céu nublado
e se vê, se sente no Shangrilá... não, não
o das lendas, nem o da música dos Kinks. Shangrilá VII,
mesmo!
Quem
nunca acordou desejando estar em outro lugar? Ou então,
achando estar em outro lugar?! Ou pensando estar, depois desejando
estar...?
E
as noites têm sido turbulentas, o vôo noturno não
tem sido em céu de brigadeiro. São muitos sonhos, você
tem se movimentado muito pelos universos oníricos. São
sonhos estranhos, nada exatamente perturbador, mas seguidos, um após
o outro, quatro, cinco, numa noite só. Aí você
acorda já cansado. Acorda preocupado: há vários
dias tem sonhado com aquelas pessoas, perde o sono e pensa, se
estariam bem, o que poderia estar querendo lhe dizer aquele sonho, se
elas têm pensado em você, portanto provocado os sonhos,
ou qualquer coisa assim. De certa forma, elas são parte da sua
família. E você se preocupa... e você acorda num
belo dia, numa bela segunda-feira, como um zumbi em The Walking Dead,
você liga o piloto automático e sai andando, com a mente
longe, muito longe de onde está agora, longe até de
onde queria estar, longe até da sua paixão... você,
nesta segunda-feira, nem com uma garrafa térmica de 1 litro
inteira de café, não consegue cair na real... hoje,
você caiu foi na surreal!

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