Alguma
coisa está fora da ordem. Há alguma coisa em mim que
não entendo mais. Por exemplo: lá em janeiro – é,
sim, sim, lá em
janeiro, já – fiz uma resolução. Passaria um
ano sem cerveja. Este ano de 2013. Queria só testar uma
coisa... ver se poderia ficar sem, ou se realmente gostava da bebida,
como pensava. Ver se poderia diminuir o consumo de álcool.
Pois bem, num belo dia resolvi experimentar uma cerveja sem álcool,
que amargou até a alma. Num outro dia comprei uma marca de
cerveja sem álcool que já conhecia. O resultado foi o
mesmo. E, por fim, numa tarde de domingo, durante uma partida de
dominó, após o churrasco, bebi, um gole, só um,
apenas um gole de uma marca estrangeira de cerveja, que antes me
agradava. Tchê! Repunei, como diriam os antigos. Senti repulsa.
Era como se o corpo lembrasse a mente: “tu não bebes mais
cerveja, a partir de agora!” O corpo deu uma ajudinha.
Agora,
de fato, eu parei. Com a ajuda do corpo, quando a mente tentou se
rebelar. E não tenho sentido falta. Passar no mercado e não
ver a minha marca favorita da bebida nas prateleiras não me
causa nenhum tipo de emoção. Eu confesso que eu mesmo
não me entendo. E nem por isso me preocupo, ou me chateio com
o fato. Gosto de fazer sanduíche com maionese. Mas meu
estômago tem se rebelado contra essa iguaria. Sou doido por
chocolate. Mas este ano não tenho comido tanto... nesta época
do ano – da Páscoa – eu já teria comprado e
consumido várias caixas e barras, das mais diversas marcas e
tipos. Após o fim do mundo parece que perdi um pouco da
alucinação que tinha por esse doce em especial.
Pois
é, alguma coisa está fora da ordem. Fora da nova ordem
mundial!

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