Ela
veio te assombrar nos sonhos, pouco antes do aniversário dela.
Só até você entender que, não importa
quanto tempo passe, o que tenha acontecido entre vocês, o que
estejam vivendo, no momento, ou a distância que lhes separe,
você a ama, sempre amou e sempre amará. Sem motivo, sem
sentido, sem razão, sem expectativas, somente isso, somente a
ama, simples assim.
E
ela ainda te vem. Mas não te causa mais espanto, nem culpa,
nem atormenta. Ela não te assombra mais. Numa bela noite, em
que você até delirou, por causa da febre, ela te
apareceu, deitada em tua cama, coberta apenas com um lençol
branco, um olhar brejeiro, um sorriso sensual e provocante, te
perguntando, insinuante, qual tinha sido a melhor transa da tua vida.
Ou qualquer coisa assim... acordaste lembrando daquela noite, não
é mesmo!?
Uns
dias depois, ela te veio novamente, com um sorriso doce, como de uns
dez anos atrás, um sorriso meigo e afetuoso. Ela só te
veio por causa do teu abraço. Só queria estar em teus
braços, dentro de teu sonho, aconchegada em tuas lembranças.
E você só a abraçou por gostar de tê-la
aconchegada à tua memória, de ter o calor de seu corpo,
envolvê-la ternamente em teus braços, em teu abraço
largo. Nada de mais. São só sonhos! Lembranças,
somente. Só uns sentimentos antigos, que não se
preocupam em ir embora, que você não se preocupa em
expulsá-los mais, em correr contra a correnteza. Só
isso!

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