No
dia de hoje(16/08), Elvis Presley faz aniversário... não,
não é de nascimento: é que, no dia de hoje, há
exatos 36 anos, o cantor teria morrido, por causa de uma overdose de
remédios para dormir, ou qualquer coisa assim. Pelo menos,
como diria o radialista amazonense Waldir Correa, é o que a
História conta!
Se
você procurar no Google, até, lá vai ter a mesma
informação! Claro, agora se buscar no Google o nome
'Elvis Presley', acrescido de 'teoria da conspiração',
vai encontrar várias outras informações que
contradizem a 'versão oficial'. Os teóricos da
conspiração, por exemplo, dizem que Elvis Presley não
morreu coisa nenhuma, que ainda estaria vivo até hoje, andando
por aí, belo e faceiro!
Enfim,
dizem também que nem Micheal Jackson, nem Jim Morrison teriam
morrido; que Paul McCartney, este sim, teria morrido num acidente de
moto, nos anos 60; que o assassinato de John Lennon teria sido
engendrado pela CIA e o MI6; que Bruce Lee teria sido morto pela
máfia chinesa, em Hong Kong, etc.
Dizem
alguns teóricos
que Elvis teria cansado de fazer shows em Las Vegas, da fama, etc, ou
que teria entregue à CIA alguns artistas simpatizantes da
URSS, nos tempos da Guerra Fria, e que, portanto, precisava e
desejava deixar tudo pra trás, mudar de identidade, pra isso
forjando a própria morte e desaparecer das vistas de todo
mundo, possivelmente se refugiando no Hawaii, ou nas Ilhas Virgens.
Mas, por que justamente o 50º Estado norte-americano?! Bom,
Elvis fez uns filmes por lá e, dizem, gostou muito do lugar,
coisa e tal. Por isso mesmo, deveria ser o primeiro lugar onde
procurariam o rei do rock, assim que os boatos sobre sua morte ter
sido forjada começassem a aparecer, certo!?
Pois,
presumindo que realmente
Elvis Presley tenha cansado da vidinha de astro pop semi-decadente,
fazendo shows pra turistas nos cassinos de Las Vegas... ou aquela
outra versão... ele talvez tenha pensado em todos os prováveis
lugares mais isolados, dentro dos Estados Unidos, imaginou que o
único onde ninguém nunca teria coragem de procurá-lo
não seria o Hawaii, mas sim o Alaska! Só que ele
detestava o frio, não conseguiria ficar por muito tempo em um
lugar onde o inverno dura os 365 dias do ano. Ele, então,
pensaria em procurar outros lugares, em outros países. O mundo
é grande, mesmo dividido em 2, como estava na época,
era muito grande, ainda! Lugar para sumir era o que não
faltava.
Então,
Elvis Presley teria
levado um bom tempo, lendo National Geographic, lendo mapas e livros
de geografia, pesquisando revistas e prospectos de agências de
turismo, em busca do melhor destino onde esconder-se e mudar de vida.
Digamos que ele tenha escolhido o Brasil. Pensa inicialmente no Rio
de Janeiro... mas aí lembra que muitos dos seus compatriotas
costumam visitar com frequência essa cidade costeira
brasileira. Alguns amigos seus, inclusive, já lhe mostraram as
fotos de férias tiradas lá. Mesmo sendo o Brasil,
precisava ser um local pouco conhecido, pouco explorado,
principalmente por seus compatriotas! Digamos que Elvis, então,
se depara com uma bela foto da floresta amazônica, ao lado da
qual há uma legenda que diz: “near of
Manaus”.
Ele
então se resolve,
traça um plano infalível, ajeita os últimos
detalhes, conta com a ajuda de um amigo, já expert em mortes
simuladas, inclusive a própria, em 1973... e é dado
como morto, colocando no caixão o corpo de um indigente
bastante parecido em seu lugar, para ser velado e enterrado.
Tempos
depois, com uma nova
identidade, seu amigo e ele embarcaram num vôo para o Rio de
Janeiro, provavelmente saindo de Miami, e lá chegando, pegam
um ônibus, ou carona com caminhoneiros e viajantes até o
Pará, até o rio Amazonas, onde pegam um barco que os
leva até o porto de Manaus.
Chegou,
estabeleceu-se num bairro mais ou menos distante do Centro e, pra não
levantar suspeitas, começa a trabalhar carregando frutas e
pescado pelo rio Negro e igarapés da capital amazonense e
cidades próximas. Depois de alguns anos, quem sabe, levantou
uns trocados e comprou uma banca, em alguma feira da cidade, tipo a
da Pan Air... e lá ficou vendendo tucupi, banana, peixe,
farinha, essas coisas...
Quando
o senhorzinho, que até então falava, contando essas
reminiscências, se deu conta, o seu amigo chinês, que já
lhe cutucava há um bom tempo, aprontava um soco de uma
polegada para calar o velho. E quase todo mundo, naquele bar na beira
do barranco que desce para o rio Negro, o escutava com mais atenção.
Seu Élvio, como lhe conheciam nos Educandos, deu uma
pigarreada, desconversou, enrolou a língua, aparentando estar
meio grogue: “É, bom... enfim, isso é história
que o povo conta, né mermo...?!”
Levantou-se,
foi até o balcão, cochichou algo no ouvido da dona
Arminda, dona do bar, que lhe entregou uma chave, com olhar
desconfiado. Seus passos eram acompanhados pelos frequentadores, meio
trôpegos. Voltou, entregou a chave, agradeceu, pediu mais uma
Cerpa “tinindo de gelada”, pediu também uma ficha, foi até
a jukebox no outro canto do bar. Depositou a ficha, escolheu algumas
músicas e, assim que a voz inconfundível de Nunes Filho
começou a entoar “Estou subindo pelas paredes”, se pôs
a dançar sozinho, para os risos dos presentes e tranquilidade
do Véio Jack.

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