PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Vinte Dias dos Pais

Amanhã é domingo, é Dia dos Pais. O vigésimo! Já fazem 20 anos! Parece que o vi ainda ontem. Parece até que não faz muito tempo, ele me criticou por minhas posições políticas, tão revolucionárias, tão conservadoras e tão radicais. Parece que foi no meu último aniversário que ele me deu aquele exemplar de “Aventuras de Tibicuera”, do Érico Veríssimo. Na verdade, eu devia ter uns 11, 12 anos, quando ele me presenteou com esse livro, que li e reli, várias vezes depois. “20 Mil Léguas Submarinas” e “As Aventuras de Tibicuera” foram minhas portas de entrada para o mundo dos livros, para o gosto pela literatura.
Sim, já fazem 20 anos... nem parece que fazem tantos anos, desde que fomos pela primeira vez ao cinema. Ou desde a última vez que ele nos levou para passar as férias na praia, em Floripa. Já se vão vinte... vinte dias dos pais sem o meu, sem ele por aqui. Parece que foi ontem, a nossa última briga, antes da madrugada em que ele sofreu o segundo e fulminante infarto. Parece que ele não levou mágoas ao desencarnar. Ele me visitou em alguns sonhos, depois daquilo. Me ofereceu bons conselhos, me deu boas idéias para um conto, um poema, um texto... tantas e tantas vezes! Me deu conselhos amorosos. Em um sonho que tive pela primeira vez com ela, foi ele quem me fez perceber, enfim, que tinha me apaixonado. Ele foi quem me disse pra arriscar e persistir, “caso valesse a pena”.
Vinte anos sem ele, imagine. Vinte Dias dos Pais sem meu pai. Parece incrível...! ele, ainda assim, continua sendo meu guia, meu melhor amigo. Vinte anos sem sua presença física e nem parece que ele esteve, sequer um dia, longe!

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