Minhas
mãos, elas me apavoram. Elas são grandes, são
feias, aparentam rudeza, aparentam rusticidade. Meus dedos não
são longos, nem finos, nem compridos, são largos! Não
tenho dedos curtos, pois não seriam proporcionais. Não
tenho mãos para segurar a pena, escrevo de teimoso, tenho mãos
é pra segurar uma pá, uma enxada, uma marreta... tenho
mãos de pedreiro, mãos de boxeador, mãos de
padeiro – pra socar bem a massa do pão, pra isso tenho boas
mãos! Quem vê minhas mãos, não consegue
imaginá-las fazendo um trabalho artesanal delicado, ou
carinhando um gatinho, um cachorrinho. Não consigo imaginar
uma garota imaginando minhas mãos a lhe acariciar o rosto, os
cabelos, o corpo, etc. Tenho mãos é de verdugo, mãos
de lutador de UFC, mãos que poriam medo no Spider. Eu mesmo
tenho medo das minhas mãos! Não sei do que elas são
capazes. Sobretudo no frio, sobretudo no inverno, elas me metem medo.
Elas ficam geladas, ficam roxas, parecem grandes mãos de
defunto, de mordomo de filme de terror, parecem, sei lá...
mãos de Frankenstein!
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