PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Mãos de Frankenstein

Minhas mãos, elas me apavoram. Elas são grandes, são feias, aparentam rudeza, aparentam rusticidade. Meus dedos não são longos, nem finos, nem compridos, são largos! Não tenho dedos curtos, pois não seriam proporcionais. Não tenho mãos para segurar a pena, escrevo de teimoso, tenho mãos é pra segurar uma pá, uma enxada, uma marreta... tenho mãos de pedreiro, mãos de boxeador, mãos de padeiro – pra socar bem a massa do pão, pra isso tenho boas mãos! Quem vê minhas mãos, não consegue imaginá-las fazendo um trabalho artesanal delicado, ou carinhando um gatinho, um cachorrinho. Não consigo imaginar uma garota imaginando minhas mãos a lhe acariciar o rosto, os cabelos, o corpo, etc. Tenho mãos é de verdugo, mãos de lutador de UFC, mãos que poriam medo no Spider. Eu mesmo tenho medo das minhas mãos! Não sei do que elas são capazes. Sobretudo no frio, sobretudo no inverno, elas me metem medo. Elas ficam geladas, ficam roxas, parecem grandes mãos de defunto, de mordomo de filme de terror, parecem, sei lá... mãos de Frankenstein!

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