PESCANDO NO BODOSAL

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A Mais Longa de Todas as Noites!


Dia todo com sono. Olhos tão vermelhos quanto a América. Preguiça até mesmo de escrever um post sobre o assunto – ou sobre QUALQUER assunto. Mas tudo isso por uma ótima razão! Alegria, felicidade, emoção... não, não é ironia da minha parte – e quando uso essas três palavras numa sentença, geralmente é com ironia e um tanto de desânimo, também. Mas hoje, the day after, como haveria de estar desanimado?! É até uma blasfêmia... Sequer consegui dormir direito. Tamanha a excitação, tamanhas eram a alegria e a felicidade, acima citadas, para conseguir acalmar os ânimos e encostar a cabeça no travesseiro e conciliar o sono, ficou muito difícil, praticamente impossível. Coisa de torcedor, difícil explicar, bem mais fácil sentir, principalmente quando a gente não está do outro lado: aqueles lados da Azenha, onde zumbis taciturnos de pijamas listrados não conseguiam dormir, tamanho era o ódio, a frustração, a inveja, por não estarem eles do lado de cá. Só fui dormir depois de uma hora da madrugada. Noite foi curta!? NÃO! Foi a noite mais longa do ano! A melhor e mais longa noite dos últimos quatro anos! A noite passada começou já na semana passada, após o primeiro jogo do glorioso Sport Club Internacional, contra o time mexicano Chivas, de Guadalajara. Após a heróica vitória, de virada, na casa do inimigo, as tensões aumentaram, a maior parte da torcida sul-rio-grandense, também uma boa parcela da torcida brasileira, bastante excitada com a possibilidade de, dali há uma semana, o Inter voltar a levantar a taça da Copa Libertadores da América; por outro lado, 10% da mesma população sul-rio-grandense, cheia de amargor, inveja e ódio desmedido pelo Clube do Povo, reunia todas suas forças, num esforço inútil, para jogar energias negativas fortes o bastante para contaminarem os jogadores do glorioso que, “infelizmente”, para eles, foram blindados por direção e torcida, contra o clima nada benéfico do salto alto, tão comum e normal para “jogadores” e “torcida” – assim mesmo, entre aspas – da agremiação pijamista, mesmo quando ganham apenas o campeonato regional, ou quando estão numa divisão inferior qualquer do campeonato nacional. Azar o deles, sorte a nossa! Não direi, no entanto, que os jogadores ficaram totalmente imunes à tensão, que com certeza cercava a todos, bem como a dirigentes e torcida do maior clube do sul do país – talvez da América do Sul – pois obviamente, os jogadores sentiram o nervosismo, naturalmente, diante da oportunidade de levantar a segunda taça da Libertadores, a quarta taça em torneios continentais, em quatro anos! Sim, quarta, não perca a conta: bicampeonato da Libertadores da América, em 2006 e 2010; campeão da Recopa Sul-americana, em 2007; campeão da Copa Sul-americana de 2008. “Oh, mas já não havia a certeza de que, em dezembro, o Internacional jogará seu segundo Mundial de Clubes – verdadeiro e válidado pela FIFA – por que se preocupar tanto em ser campeão da América?” Sim, é verdade, pelo fato de o time mexicano de jiu-jitsu não estar ligado à Conmebol, portanto ser considerado apenas como convidado, o Internacional já estava garantido no torneio mundial de clubes oficial da Federação Internacional de Futebol Associado, já sendo um dos dois únicos clubes brasileiros a terem participado e ganho tal torneio, sendo o outro, o São Paulo Futebol Clube. Mas por isto mesmo, necessitava o Inter levantar sua segunda taça da Libertadores: não se trata da extinta Copa Toyota, aquele torneio intercontinental que era disputado anualmente no Japão, até 2004, que não mais atraía aos clubes europeus, tanto que, quando o tricolino da Azenha jogou esse torneio, foi contra o quarto – sim, quarto!! – colocado da Liga dos Campeões da Europa. Se trata de uma copa patrocinada e oficial do órgão máximo do futebol mundial! Então, não teria o mesmo sabor, nem teria o menor cabimento, se o segundo colocado do principal certame da América do Sul fosse jogar um torneio mundial, onde apenas participam os campeões de outros certames continentais! Enfim, foi uma noite bastante longa – de uma semana, reitero aqui – e bastante emocionante, foi muito bom, a família reunida, vendo o glorioso vencer no futebol os mexicanos que, mais uma vez, contaminados pela má-vontade e maus conselhos do contrário do lado de lá, tentaram vencer no ultimate fighting – com a conivência do juiz, como se isso adiantasse de alguma coisa – foi uma noite que não se apaga assim tão fácil da memória, mais uma noite em que a América foi pintada de vermelho, mais uma noite onde o técnico que “não tinha ganho nada importante, ainda”, armou o time para a vitória, para esse momento! Nada como um dia após o outro... hoje, com certeza, os que vestimos o manto encarnado, dormiremos o sono dos justos, mais calmos e tranquilos, muito felizes, para amanhã começarmos a preparar-nos para, mais uma vez, tingirmos o mundo inteiro de vermelho! DÁ-LHE COLORADO, VAMOS INTER!!

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