PESCANDO NO BODOSAL

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pode ser... ou não!!


Preciso fazer tanta coisa, tenho que terminar logo de ler aquela bosta de livro, pra fazer logo minha brincadeira com os personagens do dito, tinha que escrever umas cartas... poderia, e até queria, mesmo, dizer-lhe essa verdade, já que estou afim de lembrar os velhos tempos, ou sei lá o quê. Sinto-me estranho, ultimamente. De um modo que não consigo entender. Não sei nem sobre o que estou escrevendo. De onde resolvi pensar em escrever-lhe, dizendo o que sinto, dizendo inclusive que, além de amá-la muito, ainda, me preocupo com ela, com seu bem-estar? E por que ainda fui me sentir culpado por isso?? Tá certo que ela aprontou pra caramba, tá certo que, das últimas vezes em que conversamos, acabamos brigando, que ela quer ter feito uma diferença enorme na minha vida, ao mesmo tempo que nega qualquer influência de minha parte na sua... é difícil deixar essas coisas de lado. Eu sei. Pra dizer-lhe o que tem me ido no coração, ultimamente, terei que deixar tudo isso de lado. Todas as mágoas, todo o absurdo de me fazer correr até lá, sob pena de “perdê-la”, sendo que já não a tinha, da primeira vez em que fui a seu encontro. Depois, o absurdo de fugir daqui, ir para lá, sem casa nem emprego, pra me adaptar e construir minha vida lá, próximo dela, pra facilitar as coisas, enfim, o imenso absurdo de sacrificar-me e provar, por A+B, que lhe levava muito a sério, para nem ao menos ser reconhecido! Sim, isso, até hoje, me dói. Não mudei pra uma cidade “um pouco” distante daqui, mudei pra uma outra cidade e um outro Estado! Há milhares de quilômetros daqui!! Por isso me sinto culpado. Porque penso que, muito, mas muito provavelmente, ela fará pouco caso, vai negar qualquer sentimento – ou sentimentalismo – meu, como já fez anteriormente. Bom, e eu sei disso! Então... desencanei, não me preocupa o que ela dirá, não me importa muito o modo como ela reagirá. Já sei o que esperar dela. Então não sei mesmo é o que esperar de mim! Não sei o que lhe dizer, não sei como lhe escrever uma carta, ainda mais tanto tempo depois... faz mais de seis anos que não lhe escrevo uma carta. E alguns anos – não lembro exatamente quantos – que não lhe escrevo nenhum correio eletrônico, também. No último, ela tentou me desancar, como de costume. Não sei até onde lhe incomodei por não me irritar com suas provocações e agressividade, só sei que lhe incomodei. Mal sei o que sinto. Não penso na gente juntos, novamente, não prevejo uma volta aos bons tempos, ou uma nova chance, um recomeço, um tentar outra vez, do zero. Não, não prevejo... não estou romantizando nada, no fundo posso até estar querendo “aquela” resposta, não nego isso, mas... não estou esperando! Não sei o que faria se ela, de repente, resolvesse, seriamente, corresponder a meu sentimentalismo, a minhas preocupações! Talvez seja medo...!? Sim, talvez... pode ser tanta coisa! Pode ser o não querer ser espezinhado pela enésima vez, pode ser o medo de que ela corresponda a uma carta carinhosa, também com carinho... pode ser apenas preguiça, ou dificuldade de acertar as palavras... quem sabe? Só sei que não posso perder mais o sono – e sequer mais um minuto gastando neurônio – com ela!

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