Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Mas, poxa vida...
Há anos sem sentir as velhas dores e sei lá porquê, voltei a senti-las. O sofrimento atual está mais ligado com sofrimentos passados do que eu gostaria. O meu peito não deveria doer como doeu, eu não deveria sentir como se lágrimas queimassem meus olhos, não deveria me chatear por ela “sair” do software de mensagens instantâneas, quando eu “entrasse”... por que estou me deixando atingir dessa maneira? Será apenas pelas noites de sono perdidas, me preocupando com seu bem-estar, lá do outro lado do oceano Atlântico!? Não posso estar me apaixonando por ela novamente. Continuo querendo lhe dizer certas coisas, continuo querendo lhe escrever uma carta... e pior que me dói quando, aparentemente, ao ver que também estou on-line no messenger, ela “torna-se off-line”... e não era pra doer! Era pra já ter me habituado com suas luas, com seu comportamento irregular e, em 99% das vezes, estúpido. Mas não devia me chatear. Ainda não lhe contei o que passei, por conta dessas suas aventuras, em que parece que se mete só pra chamar a atenção, mesmo... só que, de repente, voltou a me chatear saber dela pelos outros, já que dela mesma nunca fico sabendo nada sobre... e aparentemente, não anda interessada em como estou, ultimamente. Não está no seu 1% de comportamento mais regulado. É fato que eu também estou meio desregulado, quanto a meus sentimentos, quanto a meus pensamentos... talvez esteja começando a enlouquecer. Talvez esteja ficando lunático de vez. Talvez a realidade esteja sendo muito dolorosa pra mim. Estou tentando exorcizar todos esses “fantasmas”, passados e presentes, mas está ficando cada dia mais difícil. Talvez devesse mesmo lhe escrever. Pensando menos no que lhe dizer, o que não lhe dizer, por medo de indispor-me com ela... não temos mais tanto em comum, talvez estejamos mais ligados por esses tempos, sabe-se lá por quê, como disse minha amiga que mora em São Paulo... mas se estivermos... ela não dirá! E eu não vou perguntar! E enquanto isso, ela vai tornar-se “invisível”, toda vez que eu estiver “disponível”, “ocupado”, ou “ausente”, e eu vou me chatear cada dia mais com isso. E a dor de hoje não vai ser, nem de longe, a mais doída. O calorzinho desses dias tem sido agradável, sim. Tenho gostado de mais um veranico no ano. Mas parece um mau sinal, de que o verão vai demorar mais ainda pra dar as caras. E tenho sentido saudades de Manaus. Preferiria estar lá. Preferiria que meus sonhos não fossem apenas sonhos, gostaria muito de que fossem realidade. Quisera estar lá, neste exato momento. Perto de minha filha, ou melhor, juntinho dela, neste exato momento. Sinto novamente como se fosse chorar, a qualquer minuto... falei a verdade a minha mãe, ontem à noite, não aguento mais vir até Canoas, não aguento a comida dos restaurantes daqui, em qualquer lugar que eu vá, é igual, tanto o preço quanto a qualidade da comida. De repente, me vi levantando de manhã pra buscar pão na taberna próxima à casa de Conceição, lá em Manaus. E enfim pareceu que incorporei na minha cabeça, na minha língua, essa palavra, por fim dei razão aos manauaras por chamarem aqueles pequenos comércios suburbanos de “taberninhas”, no diminutivo... aqui chamávamos de armazém, então me lembrei que os mais antigos chamavam “almazém”, provavelmente um abrasileiramento da palavra castelhana “almacén”. Então, para nós, o mais correto seria chamá-los também de tabernas, taberninhas, mesmo com toda influência dos “hermanos” uruguaios e argentinos, na nossa fala, na nossa cultura gaúcha. Mas tenho a cultura amazônida cada vez mais arraigada em mim. E me sinto, cada dia mais, um jaraqui fora d'água, por aqui. Tenho estado irritadiço. Alguém notou, será? Devia me controlar... as propagandas de políticos, fora do horário que lhes é destinado, já têm me irritado profundamente. Não suporto, principalmente aqueles comerciaizinhos ridículos da candidata do Lula, nem do Zé (Serra). E às vezes não tô com a menor paciência pra aguentar nem mesmo a Marina! Vozinha de taquara rachada do caralho!! Mas enfim... tenho me esforçado sobremaneira pra não cair no desespero, porém são muitos fatores que estão minando meu ânimo, os sentimentais e os intelectuais, tudo junto ao mesmo tempo agora. As malditas pesquisas de intenção de voto, não consigo crer que não sejam manipuladas. Isso, se é que foi realmente alguém entrevistado, o que duvido cada vez mais! Pra mim, de qualquer jeito, das duas, uma: ou o terrorismo lulista tem feito bastante efeito e o pessoal tá cada vez mais inclinado a votar na candidata do presidente, por um medo completamente irracional de se perder “as conquistas” do país e do povo, que na verdade não passam de esmolas e caraminguás, dados justamente com essa intenção, de manter uma maça de alienados presos ao modelo político que está se assanhando, e que hoje até proíbe humorista de fazer graça com candidato sem-vergonha. Ano que vem, uma grande rede de televisão sairá do ar, igual ao que foi feito na Venezuela chavista. Mas, quem se importa, não é mesmo? “Estamos emprestando dinheiro pro FMI, não temos dinheiro pra equipar um hospital em Apuí, mas e daí!?”, ou então: “O nível de emprego está aumentando, fiz concurso público, passei, tá quase vencendo o período de validade e ainda não fui chamado, mas não dá nada, o emprego aumentou! Tô há dois anos e meio sem arranjar colocação, mas o que importa é que estão empregando mais!” Essa é a primeira possibilidade. A segunda é a seguinte: não se entrevista ninguém, mesmo assim, publicam-se “resultados” dando como certa a vitória da candidata do presidente, com boas chances de ganhar já no primeiro turno. Qual a intenção?! Fazer com que o eleitor comum mude de idéia, desista de votar em quem estava pensando antes, pois, afinal de contas, não vai adiantar nada mesmo, se ele votar no Plínio, ou na Marina, ou até mesmo no Zé... “esta eleição já está ganha – ou perdida – e não há nada que você possa fazer para mudar a situação!” Aí tem muita gente que acaba optando pelo(a) candidato(a) que aparece em primeiro nas pesquisas, pois “sabe” que “não adianta” votar diferente. É, talvez não adiante, mesmo... mas nem por isso vou deixar de votar com minha própria cabeça! Mas que às vezes desejo, ardentemente, que essas merdas de pesquisas arranjadas estejam certas, ah, eu desejo!! E mais, que todo o panorama negro que elas desenham, pra um futuro bastante próximo, se realize plenamente, nos seus mínimos detalhes! Se é pra foder, vamos foder com tudo, não só com a metade! Não adianta lembrar da guerrilheira comunista, não adianta mostrar ligações do atual governo com as FARC, não adianta repetir o que disse a candidata da situação, que impõe a idéia de que o meio ambiente é um obstáculo para o desenvolvimento sustentável. Então, se é pra foder com o país, vamos foder bonito!! Talvez votasse junto com a maça de manobra, como fiz em 2002. Mas não, desta vez vou por minha cabeça mesmo, apesar de tudo! Não é lá grande coisa, mas é melhor que nada, ademais, é a única que tenho!
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