PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Concursos: Professores, Expliquem!


Concurso público, uma vez, era sonho de consumo de muita gente boa, a última esperança de ter-se um bom salário e estabilidade, num emprego honesto... bom, mais ou menos isso! Até este, que vos blogueia, um dia, acreditou que sua grande chance na vida viria por meio de um desses concursos.
Já perdeu-se a conta de quantos concursos, nas esferas municipal, estadual e federal, já foram feitos. Por que este que ora escreve ainda insiste, é um mistério até para si mesmo, já que, há anos que não se leva fé na idoneidade dos institutos e órgãos públicos onde ainda tenta uma vaga.
Pode-se dizer que não se crê mais nos concursos públicos, não alimenta-se mais nenhuma esperança nesse tipo de pleito. Há anos em que esses certames correm sob inúmeras suspeitas, inclusive de graves desvios e mera sanha arrecadatória.
Em 2011, participei de meu último concurso, no caso, o dos Correios, para a função de carteiro – e uma outra da qual não lembramos. Escolheu-se como local da função uma determinada cidade da Amazônia brasileira, por motivo de ordem emocional, nenhuma motivação ingênua de crer ser mais fácil ingressar no serviço público naquela região. Acredite, entre os fatores de dificuldade há o bom nível e preparo intelectuais dos candidatos, inclusive da própria região. Bom, para o cargo de carteiro, haveria uma segunda fase, constituída de testes físicos... que, até onde sabe-se, dizem ter havido em poucos lugares, a maior parte localizada nos Estados da região Sudeste. Sul, Norte, Nordeste, pelo que se sabe até agora, não foram contemplados e ainda esperam-se os referidos testes de aptidão física. Enquanto isso, a ECT, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, continua contratando terceirizados para exercer o trabalho. Não é curioso?!
Lembramos esse pequeno fato por conta de várias notícias referentes a concursos públicos que têm chegado. O poder público e os institutos que elaboram as provas e as seleções, aparentemente, não têm agido da forma mais correta, ultimamente, a aparente má fé destes estando, a cada dia, mais escancarada, como podemos ver através de uma pequena notícia aqui transcrita:

CONCURSO POLÊMICO GERA CERCA DE 850 RECURSOS
  • Governo não quer refazer prova para Magistério

A polêmica em torno do concurso estadual para o magistério, que reprovou mais de 92% dos candidatos, entra agora na etapa dos recursos. Conforme estimativa da entidade responsável pela elaboração das provas, a Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos – FDRH, são entre 800 e 850 recursos encaminhados para análise. Uma banca composta por professores está encarregada de julgar os questionamentos.
O diretor de Desenvolvimento Institucional da FDRH, Cláudio Roberto dos Santos, acredita que até 15 de junho as contestações já terão sido analisadas. 'Mas isso é uma previsão, não é uma data certa', pondera. Santos avalia que o número está abaixo do que a Fundação esperava e, dentro do universo de 69 mil candidatos, não pode ser considerado expressivo.
Apesar das críticas de candidatos, Santos também não acredita na possibilidade de anulação do concurso. 'A FDRH foi contratada para fazer e executou aquilo que o contratante exigiu. Não houve falha com relação à qualidade da prova', enfatiza.
A quantidade de recursos, entretanto, ficou acima do que esperava a diretora-adjunta de Recursos Humanos da Secretaria da Educação (SEDUC-RS), Virgínia Nascimento. 'Na verdade, esta estimativa nem foi discutida na Secretaria. Mas eu esperava em torno de 700 recursos, pois a Fundação me disse que o número de recursos, em geral, ficava sempre em torno de 10%', explica.
Mesmo assim, ela defende a prova, que considerou 'muito bem elaborada'. A diretora avalia que o novo padrão da prova, mais apoiado na interdisciplinaridade, pode ter surpreendido muitos candidatos. Por conta disso, Virgínia entende que no novo concurso, que deverá ser realizado no final do ano, ou início do próximo, a taxa de reprovação será bem menor.
ENTENDA O CASO
Em 15 de abril, mais de 63 mil candidatos realizaram a prova para o concurso do magistério da rede estadual de ensino do Estado (tio Óbvio redigiu esta matéria – N. do B.). A intenção da Secretaria da Educação era de nomear 10 mil professores. Porém, apenas pouco mais de 5 mil foram aprovados. O elevado número de candidatos reprovados, que atingiu 92% do total de inscritos, causou forte reação. Foram muitas as queixas de que as provas estava mal elaboradas. A Secretaria da Educação, entretanto, considerou que a prova foi bem feita e, no momento, aguarda os julgamentos dos mais de 800 recursos. Para preencher as demais vagas restantes, está sendo preparado outro concurso que será realizado entre o final deste ano e o início de 2013."
(matéria do Jornal ABC, de domingo, 03 de Junho de 2012)

Ou seja, o que se pode compreender, lendo a notícia acima, é que nem os bruxos e afilhados dos atuais funcionários dos altos escalões na SEDUC-RS entenderam direito o que foi proposto na prova do concurso do magistério estadual, de forma que a Secretaria, infelizmente, terá de fazer novo concurso, para suprir o resto dos cargos, que não puderam ser supridos nesse último certame. E isso que as provas foram “muito bem elaboradas”, segundo palavras dos diretores da Fundação e da Secretaria da Educação, imagine você se não fossem! Algumas suspeitas pairam sobre o concurso, que parecem estar se confirmando, através da notícia reproduzida acima, mas não se enganem, achando que nas regiões mais frias do país haja maior respeito com os candidatos, ou com a coisa pública, como na teoria que diz “não há possibilidade de civilização nas regiões mais quentes”. O TCE, MPE, ou quem quer que tenha de fazê-lo, não demonstrou, até o momento, interesse em apurar os fatos, tampouco a imprensa local demonstrou tencionar levar a história mais a fundo. Afinal, pra que um estado periférico, como o Rio Grande do Sul, vai precisar investir na contratação de novos professores, não é mesmo...!? Outra notícia, publicada num importante jornal, hoje pela manhã, demonstra a importância dada pelos nobres mandatários locais para a educação. Mas voltaremos ao assunto na seguência...

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