Antes
tivesse ficado só no stalk... stalkear agora é crime,
mas em verdade, em verdade, todo mundo stalkeia todo mundo; eu
stalkeio você, que stalkeia ele, que nos stalkeia, que
stalkeamos o sujeito aquele lá.
Stalkear
é esporte, se stalkeia pessoas que curtam as mesmas coisas que
a gente, stalkeia-se aquela pessoa cuja vida pareça um pouco
mais interessante que a nossa... ou aquela que, até postar as
fotos daquele show que você queria muito assistir, daquela
banda que cê ama de paixão, você nem imaginava que
ia nas mesmas baladas que você!
Stalkear
só é perigoso pra você, que está sendo
perseguido(a) nas redes sociais em casos raros, em algumas exceções,
porque todo mundo tem suas loucuras, mas os maníacos ainda são
a minoria – salvo algum equívoco nosso. Stalkear é
muito mais perigoso pra quem stalkeia do que para quem é
stalkeado. Porque, tudo começa de forma inocente, você
começa a stalkear a menina, ela, mesmo que não queira,
mesmo que de longe, te fascina, você se afeiçoa, se
interessa demais, além do além, por cada passo seu e
quando dá por si, não está mais apenas lhe
seguindo os passos, não se contenta mais em interagir só
um pouco, se chateia quando ela não aparece, sente sua
ausência como algo triste, torna-se quase dependente e carente
dela na sua timeline, como se fizesse parte da sua vida... e é
mesmo como se fosse! Num belo dia, você percebe que não
é mais o seu stalker... que na verdade está a vendo até
nos seus sonhos, que está pensando nela o tempo todo, desde a
hora que acorda até quando vai dormir. Você vive uma
paixão platônica, incontrolável, por ela. E isto
é muito mais perigoso que apenas stalkear! É, amigo...
antes você tivesse ficado só no stalk!


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