Domingo, quase 8 horas da noite. E eu num cyber, na pista,
no Parque 10, próximo ao Shangrilá. E pensando agora... como será que está
minha musa? Como passou seu fim de semana? Terá se divertido com os amigos, terá
ficado em casa hoje, terá sofrido com a seleção brasileira? Ou então, com o
calor que fez nesta tarde...?
Acabei de ouvir uma música que tem a ver com isso aí acima,
de um certo Paulinho Moska:
“Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem
Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer...”
Lembro das nossas conversas, das últimas duas semanas... das
mensagens de celular que trocamos de vez em quando. Da nossa última
conversa, quando nos encontramos no Centro, onde fui, na última sexta, para ler
um texto seu, e fomos ao shopping, passar um tempo escapando do calor daquela
tarde e conversando. De como senti um aperto no peito, imaginando a situação
exasperadora em que ela ficou, certa vez. De como parecia que as palavras de um
diálogo que ela me narrava eram dirigidas a mim, em determinados momentos. De
como alguns inxiridos pareciam escutar nossa conversa e rirem-se, pensando a
mesma coisa. De como meu incômodo com certos estilos musicais que tocam no
sistema de som de algumas lojas foi facilmente vencido, ao vê-la balançar graciosamente
a cabeça, ao ritmo de um sucesso de uma dessas duplas sertanojas
universitárias! Amei ficar ali, meio bobo, observando-a gingar delicadamente,
ao sabor da melodia... e daí tive a idéia de um pequeno poema. Lembro que
pensei, como traduzir em palavras o que via e o que sentia?
O tempo é malvado, quando estamos próximos, ele passa
muito rápido, aí temos que interromper nossas conversas, temos que nos
despedirmos... e assim que saí, pela porta que dava para a Constantino, senti
uma saudade já antecipada. Saudade que vem num crescendo. Que me faz lembrar
seu rosto, seu sorriso, seu olhar... quando estamos próximos, me perco em seu
olhar, que às vezes parece mirar um horizonte bem distante. Há momentos em que é
bom se perder... me perco agora nesses pensamentos, nessa doce saudade, naquela
cálida lembrança, daquela música, do seu jeito gracioso de balançar ao som
dela. Não quero pensar na dor, ainda. Não quero que ela sinta-se culpada. Quero
só devanear, lembrar, pensar nela... pensar em fazer-lhe bem e sentir prazer de
tê-la perfumando e colorindo meu dia-a-dia.

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