PESCANDO NO BODOSAL

domingo, 17 de julho de 2011

Perdido em Pensamentos


Domingo, quase 8 horas da noite. E eu num cyber, na pista, no Parque 10, próximo ao Shangrilá. E pensando agora... como será que está minha musa? Como passou seu fim de semana? Terá se divertido com os amigos, terá ficado em casa hoje, terá sofrido com a seleção brasileira? Ou então, com o calor que fez nesta tarde...?
Acabei de ouvir uma música que tem a ver com isso aí acima, de um certo Paulinho Moska:
“Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Pensar em te esquecer
Pois quando penso em você
É quando não me sinto só
Com minhas letras e canções
Com o perfume das manhãs
Com a chuva dos verões
Com o desenho das maçãs
E com você me sinto bem

Eu estou pensando em você
Pensando em nunca mais
Te esquecer...”

Lembro das nossas conversas, das últimas duas semanas... das mensagens de celular que trocamos de vez em quando. Da nossa última conversa, quando nos encontramos no Centro, onde fui, na última sexta, para ler um texto seu, e fomos ao shopping, passar um tempo escapando do calor daquela tarde e conversando. De como senti um aperto no peito, imaginando a situação exasperadora em que ela ficou, certa vez. De como parecia que as palavras de um diálogo que ela me narrava eram dirigidas a mim, em determinados momentos. De como alguns inxiridos pareciam escutar nossa conversa e rirem-se, pensando a mesma coisa. De como meu incômodo com certos estilos musicais que tocam no sistema de som de algumas lojas foi facilmente vencido, ao vê-la balançar graciosamente a cabeça, ao ritmo de um sucesso de uma dessas duplas sertanojas universitárias! Amei ficar ali, meio bobo, observando-a gingar delicadamente, ao sabor da melodia... e daí tive a idéia de um pequeno poema. Lembro que pensei, como traduzir em palavras o que via e o que sentia?
O tempo é malvado, quando estamos próximos, ele passa muito rápido, aí temos que interromper nossas conversas, temos que nos despedirmos... e assim que saí, pela porta que dava para a Constantino, senti uma saudade já antecipada. Saudade que vem num crescendo. Que me faz lembrar seu rosto, seu sorriso, seu olhar... quando estamos próximos, me perco em seu olhar, que às vezes parece mirar um horizonte bem distante. Há momentos em que é bom se perder... me perco agora nesses pensamentos, nessa doce saudade, naquela cálida lembrança, daquela música, do seu jeito gracioso de balançar ao som dela. Não quero pensar na dor, ainda. Não quero que ela sinta-se culpada. Quero só devanear, lembrar, pensar nela... pensar em fazer-lhe bem e sentir prazer de tê-la perfumando e colorindo meu dia-a-dia.

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