PESCANDO NO BODOSAL

domingo, 3 de julho de 2011

Sonhos e Medos - todos tolos


Vez por outra conto aqui meus sonhos. Num dia, sonhei com um conhecido, no sonho o cara ficava me enchendo as pacovas com besteiras, e eu lhe dizia pra calar a boca. Assim que ele chegou bem perto do meu ouvido, pouco antes de acordar, o levantei pelo pescoço, estrangulando-o com uma das mãos. Você já teve essa sensação, de queria esganar alguém muito chato, até que essa pessoa perdesse todo o ar e não pudesse falar por um bom tempo? O outro sonho foi menos agradável, estava eu na casa onde estou parando, ali no Shangrilá VII, junto da menina que é minha filha do coração, quando adentrava a cozinha o meu ex-amor, sempre conturbado. Ela ia até a porta da frente, aparentemente para sair com um sujeito, com quem andou ficando, uns tempos atrás. Nesse momento, em vez de ouvi-la sair, ouço-a chamar o cara para entrar, vindo de mãos dadas com um sujeito, parecendo uns 15 anos mais velho, com uniforme militar. O sujeito me olha com um ar meio constrangido e eu o olho de volta da mesma maneira. Ela nos apresenta e nos cumprimentamos sem apertar as mãos. Ela parece não perceber, ou estar gostando de ver a tensão entre nós dois.
E enfim, o sonho que tive esta manhã! Gostei desse sonho. Mas é um sonho, é idealizado, enfim, não preciso nem narrá-lo, ou resumi-lo. Nele, ocorria um encontro para o qual, digamos, estou preparando o espírito. Bastante idealizado, devo reconhecer.
Liguei pra mulher do meu irmão mais novo, hoje. Ela não está aqui, está lá no Rio Grande do Sul, e não a vejo com nenhum olhar de cobiça, romântico, ou qualquer coisa assim. Liguei para ela, porque a operadora do seu celular é a mesma do meu, assim a ligação sai mais barata, pago apenas 25 centavos e falo com meu irmão, minha sobrinha, falei até com minha mãe e meu padrasto! Com a família toda! Quis saber se minha mensagem de celular, referente ao aniversário do meu irmão havia chegado. Era pra confirmar, e também pra falar com a turma lá do Sul, saber como está minha família, coisa e tal. Diz que lá ta uma friaca maravilhosa... pra quem gosta de frio, óbvio! Minha cunhada, por exemplo, disse que por lá a temperatura estava, em média, nuns 10 graus. Eu não podia deixar de contar vantagem, lhe disse que aqui estavam fazendo 33, 34 graus. O que ela disse? Que já tava querendo vir pra cá. Nem imagino o porquê! Também não curto o frio. Por isso, não estou curtindo muito essa idéia de voltar pra lá no mês que vem – justamente o pior período do inverno! Agosto costuma ser o mês mais rigoroso. Até ouvi a voz da minha sobrinha mais novinha, que até já está falando mais palavras do que quando eu vim de lá! Gosto muito desses momentos, sério. Certas malas falam do dia da minha partida como se fosse um momento muito negro no meu futuro próximo. Eles não entendem que, se eles estão aqui por não ter pra onde ir, eu tô aqui porque quero estar. Se na sua terra, a sua família não está muito afim de vê-lo por lá, a minha está muito afim de me ter de volta. Enfim, cada um, cada um...
Mas pois é... estava eu ligando para minha família do Sul e me preparando pra fazer uma outra ligação. Vim para o cyber, pensando em ficar só um pouquinho, enviar meu currículo para os e-mails de uns anúncios que peguei no jornal de hoje... tirar uma cópia impressa também... e cá estou, escrevendo texto atrás de texto, tuitando, atualizando minha página do Facebook... em vez de estar ligando. Confesso minha insegurança. Não sei nem como vai ser recebida minha ligação... sinto um frio na espinha, que só vai passar quando eu ligar, e paradoxalmente to muito afim de lhe ligar! E mais, de vê-la outra vez. Conversar com ela. Talvez seja isso... sou sempre louco para vê-la, mas nunca me sinto visível... é, difícil de entender, eu sei... ou nem tanto! Aliás... vai entender se perder uma tarde de domingo aqui, escrevendo!?

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