Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Eu, o Homem-Matrinchã!!
O pós feriado – ou feriadão, pra um número muito pequeno de felizardos – está sendo terrível. E parece que ainda não acabou! E olhe que, daqui há menos de duas semanas, no extremo sul do Brasil, temos mais um feriadão! Então não quero nem sequer imaginar como será o pós-feriado de 20 de setembro! Quarta-feira, dia 8, pensei que o dia ia ser bom. Mas já começa o dia com uma lotação além do normal no trem, para aquele horário em que venho pro trabalho. Chego aqui, descubro que, às 9h15min da manhã, sou o primeiro a chegar. Depois, descubro que algum filho da puta hacker entrou no meu antigo perfil do twitter.com e mudou minha senha. Apenas minha senha. E começou a seguir o Luciano Huck. Eu nunca quis seguir Luciano Huck! Os famosos que sigo são os famosos que admiro. Às vezes acho o Huck divertido, admito que é um bom apresentador de tevê, mas não é o tipo de pessoa a quem me sinto inclinado a seguir, pra saber o que pensa e o que diz num microblog. Então, apenas este fato, do sujeito roubar meu perfil para seguir esse cara, já está deturpando minha pessoa! Sem falar que daí fui obrigado a criar um novo perfil na porra do tuírer! E desde então me irrito profundamente com a porra do tuírer. Primeiro que os imbecis que deviam cuidar desta porra, deixaram que um cagalhãozinho qualquer – que vai ver até é paulista, ou gremista – roubar meu perfil, segundo porque há dois dias que não consigo nem tuitar na porra do microblog, porque eles sempre têm uma merda de nova lista de “pessoas interessantes” pra eu “seguir”. Perco um tempo precioso, que os babaquaras poderiam gastar de melhor forma, excluindo cada um dos trezentos nomes que eles me apresentam por minuto! Se a porra do tuírer está usando desse artifício pra fazer com que as pessoas percam mais tempo no site, sem necessariamente postar nada, apenas excluindo bostas de “pessoas interessantes”, vou acabar deixando de entrar no site, pois essa atitude estúpida está do tuírer só está me irritando e, por consequência, me afastando. Agora, naquela merda lá, me chamo victormatrinxa. É assim mesmo, com a @ antes do nome de usuário. Há uns bons dois anos, não como um belo matrinxã, bem fritinho, com arroz, feijão jalo – ou baião – e farinha do Uarini. Me falavam muito, em Manaus, é do tal do jaraqui. Um peixe miúdo, redondo, com escamas prateadas. Gostoso, sim, como muitos dos peixes da região da Bacia Amazônica. Diz que tem até um ditado manauara, que é mais ou menos assim: “comeu jaraqui, nunca mais sai daqui”. Eu não estou fisicamente morando em Manaus, e não sei até onde um peixe pode ter me influenciado, mas é fato que desde 2008, cabeça, coração e espírito estão em Manaus. Voltei pro Rio Grande do Sul, mas a sensação de estar fora do lugar – que sempre existiu – está sempre presente, estou aqui, mas com a cabeça sempre lá. Bueno. Quero dizer que comi o tal do jaraqui. Mas não achei assim a maravilha que me falaram. Quelônios também não são a maravilha que a caboclada fala pra gente. Comi tartaruga e achei uma bosta. Quanto ao tal jaraqui, comi e até gostei, mas... de longe, mas bem de longe, o meu peixe preferido é o matrinxã. Gosto também de tambaqui e de pirarucu. Mas gosto mais do matrinxã. E tem outra, peguei uma certa raiva do jaraqui. Não por não ter mais conseguido sair – inteiramente – de Manaus. Por isso, foi até bom. Foi porque uma vez, estava trabalhando próximo ao porto do bairro São Reimundo, em Manaus, aquele de onde saem as balsas para a localidade de Cacau Pirêra, um distrito, balneário, vila, ou alguma coisa assim, pertencente ao município mais próximo da capital amazonense, que se chama Iranduba. Enfim, quando eu tava lá, a trabalho, tive que almoçar por ali por perto, porque morava no bairro São Jorge, que é um pouco distante dali; então fui almoçar num restaurantezinho onde uma das poucas opções de pratos era justamente o tal do jaraqui. Como resultado, fiquei com uma espinha do peixe entalada na garganta por uns três dias. E então, como eu já não era muito fã desse peixe, acabei por não gostar mais tanto do dito, e até alguns amigos andaram se chateando, porque eu fazia a propaganda contrária, chegando a dizer que quem comesse o dito cujo, iria acabar por não mais voltar para lá. Era uma brincadeira, mas também traduzia a raiva que peguei do tal peixe. Aí, então, resolvi identificar-me, via tuírer, através do peixe que mais agradou meu paladar em terras barés. Em vez de boto, sou um homem-matrinxã, que sente muitas saudades de nadar no velho e bom Rio Negro. Mentira, nunca nadei no Rio Negro, mas creio que se peixe fosse, provavelmente lá haveria de ter nascido. E a essa altura da vida, já teria sido frito e servido com farinha. Mas enfim! Como ainda não estou frito – ou pelo menos não me fritaram de vez, ainda – sobreviverei a esse pós-feriado, para ver outra vez o sol se por sobre as águas do rio Negro, em plena metrópole da Amazônia. Eu me estresso, mas jamais perco o otimismo. Trabalhando direitinho, o Universo logo começa a conspirar a nosso favor! Não tenho um nós pra planejar, no máximo tenho pra idealizar, mas Eu, esse eu ainda posso planejar... vamos ver como estaremos, daqui há uns dois anos! Enquanto isso, vamos nos falando, até lá!
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