PESCANDO NO BODOSAL

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Noites sem Dormir

Sonolência. Noite mal-dormida. A desculpa do cochilo à tarde não tem explicado direito, não. Sábado também cochilei após o almoço – sobretudo porque chovia – e à noite dormi igual não tivesse dormido aquele cochilo. Ou até melhor! Algo acontece na noite de domingo para segunda-feira. Sei lá. Talvez seja mais do que querem me fazer crer. É apenas na noite do começo de semana que isso acontece. Angústias, preocupações, desejos que gostaria que se concretizassem magicamente no amanhecer da segunda-feira, talvez...? Sim, penso que seja isso. Todo começo de semana é como se fosse uma chance, uma oportunidade, uma possibilidade pra se começar, como quando começa o ano, após a virada, do dia 31 de dezembro para o 1º de janeiro. Ao menos comigo, isso acontece. As espectativas semanalmente renovadas. Junto com elas, as angústias, as preocupações, o forte desejo de que hoje seja um bom dia, que talvez hoje seja totalmente diferente da velha e chata rotina de todas semanas, agravando-se por um frio que não me faz nenhum bem e por uma vontade de estar em casa, que é quase uma frustração, por não poder ser satisfeita no momento de levantar-se da cama. “Ficar em casa, não levantar da cama, somente quando quiser, enforcar a segunda-feira e fazer feriadão!?” Não!! O desejo, a vontade de estar há milhares de quilômetros daqui, na cidade onde me sinto em casa, verdadeiramente! Por horas, rolei na cama, pensando em mim mesmo longe daqui, pensando em mim mesmo ajeitando as malas, pesquisando boas praias e hotéis, pra sumir por uns tempos, etc. Pensando em minha filha, em quando a reveria novamente e lhe teria nos meus braços. Ao pensar nela, sinto sempre uma angústia, uma tristeza por não poder estar “right now!” a seu lado, rindo com suas bagunças e fazendo-a rir, enroscando meus dedos em seus cabelos, etc. Sinto um medo, na verdade um pânico de que ela acabe me esquecendo. É complicado, bem complicado. Há semanas atrás, quando soube que meu primeiro grande amor, minha querida Carolina – não gosto de evocar nomes, sinto como se estivesse expondo meus entes queridos, e isso sempre soa diferente de expor a mim mesmo, e soa sempre errado – iria viajar para fora do país, e pra uma região um tanto complicada, geopoliticamente, do globo, senti-me preocupado e angustiado, e senti-me magoado, quando ela voltou, mas não me deu nenhuma satisfação, não me contou nada, até agora, de suas aventuras. Mas o que queria?? Nem lhe falei das noites que perdi o sono, pensando nela, me preocupando se estaria bem, se voltaria sã e salva... medo besta de que ela soubesse que ainda a amo. Ou não! Sei lá, nem sei direito o que ainda sinto por essa criatura. Algum desejo, talvez... algum afeto, idem... muita mágoa, sim, talvez, reconheço... ah, pensar nela me causa angústia, sim! Não sei mais o que sinto por ela! E por que deveria tentar entender o que sinto por ela? E quanto ao ressentimento, por que não consigo me livrar, por que ainda fico remoendo e revisando nossos momentos, em busca de que, de mais raiva e ressentimentos? E pra que vou me livrar dos ressentimentos, isso vai mudar alguma coisa, vai mudar sua atitude para comigo!? Pois é... não deveria me importar. Mas ainda consigo perder sono com isso. Outra metade da noite, fiquei revirando de um lado para o outro da cama, pensando em idéias para um conto, ou pequena novela, que iria dar alguma graça para a saga mais chata, sem sentido, sem noção e ridícula de todos os tempos. Que iria, não, que IRÁ dar alguma graça a esse negócio de vampiros “vegetarianos” e “pacifistas”, essa saga totalmente fail. Cara, foram mais de dois meses pra terminar uma história tão fraca e mal-escrita. Quero saber como minha amiga fanática por aquilo conseguiu tornar-se fanática por aquilo! Quero saber também como ela receberia uma verdadeira história de vampiros inserida no contexto daquela, ahn... “saga”! Um verdadeiro vampiro, desalmado e cruel de verdade, inserido em sua mistura predileta de romance de Anaïs Nin e conto dor irmãos Grimm. Esse maldito romance tirou meu sono diversas vezes, também, nas últimas semanas, eu fiquei muito tempo quebrando a cabeça pra entender, não só como algo escrito daquela forma fez sucesso mundial, mas principalmente como as pessoas conseguem ler algo como aquilo! A história mais idiota que já li em toda minha vida! A descrição de luta mais absurda que já li/vi/ouvi até hoje! Aliás, a deturpação total da palavra luta! Não há luta, tampouco combate! Há apenas uma situação forçada de tensão que chega a ser risível, uma situação tensa que ninguém em sã consciência imaginaria! A escritora, definitivamente, não é certa. Ainda bem que até o ator principal da versão cinematográfica admite isso! Subiu no meu conceito, depois dessa, agora só falta fazer um filme que preste! Quem sabe, ele consegue ser convidado por Stallone pra Os Mercenários 2! Não seria ainda um filme decente, mas seria um começo, um primeiro passo para! Quanto a história ainda mais maluca... já tenho boas idéias. E elas serão postas em prática no feriado. Aguardem novidades!

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