Hoje chamam de mini mercado, ou mercadinho, mas, na nossa infância, chamavam de armazém, venda, ou taberninha... local onde você encontra de tudo: pão, misturas, erva mate e pupunha a granel, pirarucu seco pro almoço de sexta-feira santa, uma caninha da boa, envelhecida em barris de carvalho e um ou dois dedos de prosa... entre e fique a vontade!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Por Muito Menos...
Sexta-feira... dia que abre o fim de semana... principalmente pra você que não trabalha sábado, ou trabalha amanhã, mas só até o meio-dia! Aí tem que acordar amanhã cedo, tem que pegar o coletivo/metrô/trem/carro e ir pro batente, tudo (quase) igual o resto da semana. Mas claro que na sexta rola um “butequis negads”, um happy hour, um papo com os amigos e uma cervejinha, não é verdade!? Então é natural – ou poderia ser – que as pessoas fiquem mais relaxadas, menos estressadas, menos apressadas, com pressa apenas de que acabe logo o expediente, obviamente. Todo mundo começa a pegar leve, ninguém quer arranjar incomodação, que é pra não começar a parte preferida da semana – o fim de semana – de cabeça quente. Certo!? Pos olha, chê... eu acho certo! Mas há quem não ache... Há algumas coisas que não suporto, nem mesmo numa sexta-feira! Gente apressadinha é uma delas. Pois tava eu, vindo para o trabalho, descendo a passarela, saindo da estação do trem. Quando você sai da estação, mesmo que não seja horário de pico, tem muita gente que sai junto com você! Então, mesmo que você esteja andando a um passo normal, ou mais ou menos acelerado – no caso, ESSE é o meu normal – você estará cercado de pessoas, e sempre vai ter alguém um pouco mais lento que você, bem na sua frente, e que mesmo assim, por inúmeros motivos, não lhe permitirá passar tão facilmente. Então estava eu, descendo a passarela, uma senhora idosa a minha direita, andando velozmente a passos de caramujo africano, duas amigas, fazendo uma espécie de parede, e a minha frente, uma mulher que andava justamente mais devagar que eu, mas mais rápido que as duas amigas. Resolvi que o mais sábio era diminuir um pouco meu passo e esperar que ela ultrapassasse as duas, para assim poder eu também passar e poder andar com um pouco mais de liberdade. Nisso, uma moça apressadinha aparece no campo de minha visão periférica, à direita, poucos passos atrás das duas amigas, aquelas. Apressadinha porque, vendo não haver espaço para passar nem por mim, nem pelas duas senhoras, nem pela mulher a minha frente, ainda assim quis tentar me ultrapassar. O que fiz? Como no trânsito, onde o teu carro, por vezes, leva fechada de outros veículos, eu, como pedestre, lhe fechei! Ela via que não tinha como passar, achou que iria tentar botar de frente e eu me obrigaria a dar-lhe espaço, sendo que eu mesmo não podia, naquele momento, nem passar, nem diminuir MAIS meu passo, sob pena de ser atropelado por outros passantes, que desciam a mesmíssima passarela! Pois bem, a minha espera deu resultado, a mulher mais nova ultrapassou as duas mais velhas, e eu fui no vácuo. E a moça apressada, que achou que podia se atravessar na minha frente, ficou pra trás, provavelmente praguejando contra quem lhe deu a fechada e não lhe deu passagem, não lhe importando se eu caminhava muito mais rápido – e estava no traçado mais correto e civilizado – que ela. Bom, se tiver outra oportunidade, tente! Vai ser diversão garantida! Nem tenho mais ânimo pra falar dessa gente que também não suporto: agora “pedra” e “vidraça” viraram as palavras de ordem, nesta semana. E os bipolares tomam conta de microfones de emissoras de rádio, pra exigir seu direito à defesa do presidente molusco da República e sua candidata de encomenda, mas negam a qualquer outro o direito de cobrá-los pelos escândalos, novos e antigos, que vêm se repetindo desde o início do governo do polvo, sem nenhum tendo sido punido, nem pela Justiça constituída, nem pelo próprio partido. Quer dizer que pra ser imparcial, hoje em dia, você tem que “se incomodar” com a “perseguição” que têm feito à candidata e ao partido da situação, se você se incomoda, por outro lado, com o mar de lama em que se afunda a Casa Civil, se você se preocupa com declarações de membros do partido da situação, sobre restrição e controle da imprensa, sobre erradicar partidos de oposição, aí você não está sendo, nem um pouco, imparcial!? É, agora só falta algum blogueiro, ou intelectual, jornalista, etc., dizer “minha imparcialidade é melhor que a sua”! E lembrar que, por muito menos, Fernando Collor sofreu um processo de impeachment e PC Farias foi apagado... lembro dum humorista que vi, certa vez, na pele de um de seus personagens – aliás, muito bom, procure no youtube, por Ariovaldo – dizer: “é, mano, por causo de um gomo de bergamota, já matei um...” Hoje, as jacas caem nas nossas cabeças e ninguém se indigna, mas se “incomoda” quando alguém “pega no pé” dos seus “eleitos”... como disse, desanimo ouvindo certas coisas, mas enfim, não quero dizer nada... mas a Venezuela começou assim!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário